A arte de pensar
Penso, logo existo
Penso na minha existência,
Penso no sentido da vida,
Penso no porquê disso tudo
Penso nas variações climáticas
Dentro e fora de mim mesma...
Penso em onde tudo vai parar
Ou de onde devo recomeçar
Um turbilhão de pensamentos
Um redemoinho de sentimentos
Na minha alma viva,leve e solta
E porque eu penso
E chego a raciocínios
Me sinto assim... tão completamente eu
Aterriso em chão de nuvens
Para decolar de novo
Em pensamentos...
Será que penso demais?
Será que raciocino de menos?
E então minha imaginação voa
por mundos desconhecidos e férteis
e futuros brilhantes e felizes...
E penso...
Ninguém liga se tiver alguns errinhos de português, não, né?! Beijinhos a todos!
Enviado por: Debbby - 12:18:46 AM
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::Domingo, Março 12, 2006::

A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê, passaram-se 50 anos!
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
A ergueria sempre em frente
e iria jogando, pelo caminho,
a casca dourada e inútil das horas...
Dessa forma eu digo,
não deixe de fazer algo
que gosta devido à falta de tempo,
a única falta que terá,
será desse tempo
que, infelizmente, não voltará mais.
Mário Quintana
Nota: Aproveite bem o seu tempo! Mas o que fazer, quando não se tem tempo pra nada... nem pra respirar direito?!
Se não puder ser o maquinista, seja o passageiro mais divertido.
Procure um lugar próximo à janela, desfrute cada uma das paisagens
que o tempo lhe oferecer, com o prazer de quem realiza a primeira viagem.
Não se assuste com os abismos, nem com as curvas que não lhe
deixam ver os caminhos que estão por vir.
Procure curtir a viagem da vida, observando cada arbusto,
cada riacho, beirais de estrada e tons mutantes de paisagem.
Desdobre o mapa e planeje roteiros.
Preste atenção em cada ponto de parada, e fique atento ao apito da partida.
E quando decidir descer na estação onde a esperança lhe acenou, não hesite.
Desembarque nela os seus sonhos.
Que a sua viagem pela vida seja de primeira classe!
Nota2: Essa vida que vivemos é só uma e não tem como voltar atrás o que vivemos de errado ou de certo... Então acho melhor eu dar um jeito de arrumar tempo para as coisas boas da vida e pra mim mesma... e até tempo pra respirar direito! Hehehe!
Muitos beijinhos para todos os amigos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 3:55:29 PM
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::Quarta-feira, Março 01, 2006::

Eu nunca que ia imaginar a Vila campeã nesse carnaval de 2006! É claro que fez um desfile muito bonito e eu esperava que ela ia ficar entre as seis escolas do desfile das campeãs nesse sábado... Mas sendo uma escola relativamente pequena, que subiu retornando para grupo especial recentemente, eu tinha uma idéia que ia demorar mais um pouquinho para ser campeã! Mas foi campeã nesse ano mesmo! Oh! Meu bairro querido! E o pior é que quase que eu não chego em casa hoje do hospital, com a festa nas ruas! E também como Vila Isabel é o bairro dos bares, do samba de Noel e da boemia, eu vou ter que aguentar samba a noite toda nos meus ouvidos, tendo que acordar cedo amanhã para o plantão! Pois é... tudo tem seu lado bom e seu lado ruim!
Vila Isabel - Samba-enredo 2006
Soy Loco por Ti, América - A Vila Canta a Latinidade
(André Diniz, Serginho 20, Carlinhos do Peixe, Carlinhos do Petisco)
Sangue 'caliente' corre na veia
É noite no Império do Sol
A Vila Isabel semeia
Sua poesia em 'portunhol'
E vai...buscar num vôo à imensidão
Dourados frutos da ambição
Tropical por natureza
Fez brotar a miscigenação
'Soy loco por tí América'
Louco por teus sabores
Fartura que impera, mestiça Mãe Terra
Da integração das cores
Nas densas 'florestas de cultura'
Do 'sombrero' ao chimarrão
Sendo firme sem perder 'la ternura'
E o amor por este chão
Em límpidas águas, a clareza
Liberdade a construir
Apagando fronteiras, desenhando
Igualdade por aqui
'Arriba', Vila!!!
Forte e unida
Feito o sonho do Libertador
A essência latina é a luz de Bolívar
Que brilha num mosaico multicor
Para bailar 'La Bamba', cair no samba
Latino-americano som
No compasso da felicidade
'Irá pulsar mi corazón'
Histórias da Vila
Na década de 40, Antonio Fernandes da Silveira, mais conhecido como "Seu" China, viu em um bloco de rua a chance de escrever seu nome na história do carnaval. A inspiração veio do Acadêmicos da Vila, que desfilava pelo charmoso bairro de Vila Isabel, reduto do grande sambista Noel Rosa. O bloco era reconhecido por sua organização: fantasiava todos os componentes e usava uma corda para separá-los do público. Disposto a criar uma escola de samba, "Seu" China reuniu, no Morro dos Macacos, amigos do Acadêmicos da Vila (além de alguns integrantes do Bloco de Dona Maria Tataia) para fundar, em 1946, a Unidos de Vila Isabel.
Os foliões, em sua maioria, moravam nas redondezas do bairro e agora só queriam desfilar na Praça XI, no Centro do Rio, junto com outras escolas importantes, como Mangueira e Portela. Nessa história, as cores mudaram. É que a Acadêmicos da Vila vestia o vermelho e branco, mas, por indicação do China, a nova escola de samba assumiu as cores que até hoje estampam sua bandeira: azul e branco.
Seu primeiro desfile oficial foi em 1947, com um número módico de 100 componentes. Depois de quase 20 anos desfilando em grupos secundários, em 1966 a Vila conquistou o direito de se apresentar no panteão do carnaval carioca, com o enredo "Três épocas do Brasil". A escola surpreendeu com um quarto lugar, quebrando a hegemonia de quatro potências da época: Portela, Mangueira, Império Serrano e Salgueiro.
Uma das tradições da Vila Isabel era sua boa safra de sambas. E um dos responsáveis por esse mérito foi Martinho da Vila. O compositor, que estava quase debandando para o Império Serrano, foi convidado a vestir a camisa da azul-e-branco em 1966. Martinho brindou os amantes do carnaval com sambas memoráveis, como "Quatro séculos de modas e costumes", até hoje cantado em rodas de samba. Inspirado no partido alto, o compositor trouxe novidades à estrutura dos sambas-enredo da época, com letras e melodias mais leves, como podem ser comprovado em outras de suas obras importantes: "Yayá do Cais Dourados" (1969) e "Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade" (1972).
Em 1980, a escola voltou ao Grupo Especial, depois de sofrer seu primeiro rebaixamento. E o retorno não poderia ter sido melhor: com o enredo "Sonho de um sonho", inspirado em um poema de Carlos Drummond de Andrade, a escola cantou um dos mais belos sambas da história do carnaval ("Sonhei que estava sonhando um sonho sonhado, o sonho de um sonho magnetizado"). O autor? Martinho da Vila, junto com Rodolpho e Graúna.
Com a competição cada vez mais acirrada, a Vila queria brigar entre as grandes e, para isso, contratou em 1985 o carnavalesco Max Lopes, recém-consagrado campeão pela Mangueira. Mas a parceria, embora tenha rendido bons desfiles, durou pouco, até 1987. Sem quadra para ensaios e com pouco dinheiro em caixa, a escola optou, em 1988, por abordar um tema africano, em comemoração aos 100 anos da Abolição da Escravatura. O enredo escolhido foi "Kizomba", palavra de origem angolana que significa "confraternização".
A Avenida se transformou em um verdadeiro terreiro. Depois de ver tanto luxo e requinte em outras escolas, o público nas arquibancadas aplaudiu a passagem de uma Vila Isabel rústica, usando materiais simples, mas com uma garra poucas vezes vista nos desfiles - resultado de um samba irretocável e da vontade dos foliões de cantar "Valeu, Zumbi, o grito forte dos Palmares". Para Luiz Carlos da Vila, um dos autores da obra histórica, cada componente, naquele momento, estava incorporado por um orixá. E os deuses africanos, envaidecidos diante de toda essa festa proporcionada pela Vila, abençoaram o primeiro campeonato da escola.
Depois da vitória, a comunidade azul-e-branco enfrentou dificuldades para se manter no Grupo Especial, brigando por alguns anos para não cair. O rebaixamento veio em 2000 e a escola amargou quatro anos no Grupo de Acesso, até garantir o direito de retornar à nata do samba, em 2004. E, para fazer uma reestréia em grande estilo, contratou o carnavalesco Joãosinho Trinta, que, mesmo com problemas de saúde, desenvolveu o enredo "Singrando em mares bravios... E construindo o futuro", sobre a história das navegações. Este ano, a Vila aposta no talento de Alexandre Louzada para promover uma espécie de "Kizomba" latina, cantando "Soy loco por ti, América: A Vila canta a latinidade".
G.R.E.S. Unidos de Vila Isabel

Beijos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 10:25:42 PM
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