Este é um blog de coisas fofinhas e desabafos... Realizado pela Débbby!





Perfil:

Eu sou a Débbby. Meu nome tem três "bs" porque quero ser original! Sou fisioterapeuta, trabalho em 02 CTIs, faço uma pós-graduação, tenho 25 aninhos, sou carioca e tenho namorado... Maiores informações sobre a autora deste blog, só com o passar do tempo, lendo os posts, ou escrevendo para a própria!





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::Segunda-feira, Janeiro 30, 2006::


Parabéns pra mim!!!



Amigos: O dia 30 já está terminando (meu aniversário) mas mesmo assim, sintam-se em casa, aproveitem a festa e comam muito bolo e brigadeiro! Beijocas no coração de todos e obrigada pelo carinhoe pelas visitas! OBS: Como o bolo era muito grande e não cabia em casa (como vocês podem ver pela foto), tive que fazer a festinha no quintal mesmo! Hehehe!

Hoje vai ter uma festa
Bolo e guaraná
Muitos doces para mim
É o meu aniversário
Vamos festejar
E meus amigos receber
Mil felicidades e amor no coração
Que a minha vida seja sempre doce e emoção
Bate bate palma que é hora de cantar
Agora vamos juntos vamos lá
Parabéns, uh uh
Parabéns, uh uh
Hoje é o meu dia
Que dia mais feliz!
É big, é big
É big é big é big
É hora é hora é hora
Rá ti bum
ÊÊÊÊÊÊÊ!!!!

Enviado por: Debbby - 11:59:19 PM Comente:


::Quarta-feira, Janeiro 25, 2006::


A história do bom e velho lápis



Olá amigos! Lendo alguns blogs amigos e passeando pela internet, me deparei com esse texto que achei muito bom e resolvi copiá-lo para postar aqui... Como não tinha como avisar a autora que queria copiá-lo, espero que ela goste da surpresa de ter uma fã de um texto dela! Beijinhos a todos e até a próxima!

"Compre um Lápis"

"Outro dia no trabalho, precisei de uma caneta, não encontrei nenhuma.
Na última gaveta bem no fundo eu achei um lápis sem ponta.
Peguei aquele lápis sem pensar em nada afinal a coisa mais normal do mundo é um lápis.
Engano.
Procurei um apontador e fui até o lixo.
Comecei apontar aquele lápis quando de repente meu passado ventou em minha mente, assim como um sopro, delicadas lembranças me deram conta de como é valoroso apontar um lápis e deixar a sujeirinha cair naquele lixo sempre redondo que fica embaixo de uma mesa ou no canto de uma sala.
Meu Deus, quantas vezes eu fiz isso quando estava na escola, no primeiro grau. Como aquele lixo era disputado pelos colegas de classe, quanta conversinha secreta rolou ali bem baixinho enquanto o lápis ia diminuindo e o tempo passando.
A ponta grossa era sempre pretexto para ir lá. Uns dos momentos mais esperados da sala de aula.
Às vezes enrolava tanto pra sair, e, encostada na parede via em minha frente a turma toda; aquela bagunça ou aquele silêncio e concentração. Ao lado estava a professora geralmente na lousa. Literalmente, era o momento em que me sentia mais próxima dela.
Parecia que aquele lápis me dava todo o poder do mundo, me sentia grande diante daquele mero lixo e ao mesmo tempo aquilo me relaxava. Uma espécie de sentimento misto.
Entre uma lição e outra eu sempre procurava sentir aquela sensação novamente. Quantos encontros eu tive ali, intrigas, amizades. Quantas vezes a professora proibiu o lixo por estar congestionado, quantas vezes aquilo me deu paz no meio de uma prova.
Quanto tempo eu não fazia isso!
Sentimental pelo que acabara de acontecer, voltei pra casa e comecei a refletir sobre a pureza que há mais de 10 anos não sentia.
Talvez, naquele tempo não entendia o porquê dos lápis se gastarem.
Hoje. Hoje, eu sei o que isso significa, sei porque sua vida é curta. O prazer que causa quando o matamos é porque sempre depois tem outro lápis à sua espera, daqueles bem grandes, pra ir degustando aos poucos. Vivendo, sonhando.
Muitas pessoas ainda não conseguiram chegar a esse sentimento, principalmente nos últimos anos, tempos modernos. Usam sempre em sua escrivaninha uma lapiseira incrementada, chique, bonita. Valiosa? Pelo contrário, sem valor algum.
Qual é a graça de ir em uma papelaria comprar um grafite?
Se pudesse excluiria do mercado todo o tipo de lapiseira que existe; quero despertar a vontade de todo mundo a ter sempre um humilde lápis se decompondo sobre um lixo mais humilde ainda.
A sensação é única.

Eloisa Cilli (20/01/2006)"

Fonte: este blog
Enviado por: Debbby - 11:46:27 PM Comente:


::Sexta-feira, Janeiro 20, 2006::


...E Deus descansou no sétimo dia... Epa! Peraí! Eu também quero um descanso!



Hoje, feriado, voltando do plantão, do meu ônibus eu via as pessoas voltarem da praia, em seus carros, e estava pensando nisso: Dizem que Deus nos fez a Sua imagem e semelhança... E se Ele descansou no sétimo dia, todos devemos fazer o mesmo... Então avistei operários no Maracanã, trabalhando, como eu estava fazendo (só que de forma diferente) há alguns minutos atrás. Olhei o motorista do ônibus e o trocador (e se não fossem eles para me levarem de volta pra casa, eu estaria perdida!) E pensei: Se todos nós trabalhássemos no mesmo esquema, não haveria bombeiro para apagar fogo, polícia para nos proteger (tá, tá, eu sei que o que vocês estão pensando com relação a essa profissão, mas vamos falar da teoria!), não haveria médico, nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, nem enfermeiro para curar os doentes e salvar vidas, haveria vááárias pessoas afogadas, atropeladas, queimadas, machucadas, e tudo mais, tudo sem resolução! E coitada da nossa sociedade, que pagaria pelo sétimo dia de descanso... E nem descansar a gente poderia, pois não haveria restaurantes, cinemas, hotéis, festas, shopings, nada disso funcionaria no dia do descanso! Por isso, existem outros esquemas de plantão: em escala, em turnos, etc e tal... Eu estou no esquema: trabalhar dia sim e outro também... Por isso estou tão sem tempo para aparecer aqui nesta nossa casinha! Mas hoje em dia parece que todo mundo está no mesmo esquema... Parece que tudo anda mais depressa, nada é o suficiente: o tempo não é suficiente nem para descanso e nem para trabalho, o dinheiro não é o suficiente, o amor não é o suficiente, a correria não é o suficiente, o sofrimento não é o suficiente, a vida não é o suficiente! E está todo mundo trabalhando muito, sem tempo pra nada, sem tempo pra dizer um alô somente, em troca de dinheiro que não é o suficiente nem para pagar as contas!



E continuando no tema profissões: Eu fiquei tão surpresa com uma informação obtida recentemente, que eu tenho que compartilhar com meus leitores! Descobri que um camera man da minha cidade, de uma emissora de grande porte, recebe pelo menos 6x o meu salário... Sendo que ele trabalha menos horas filmando pessoas... e eu trabalho mais horas cuidando da saúde das pessoas e salvando vidas... Eu imagino o quanto uma pessoa que, ao invés de trabalhar por detrás das câmeras, trabalha na frente delas, não deve ganhar a mais do que eu! E quando eu contei isso para um médico meu amigo, ficamos conversando sobre a inversão de valores de nossa sociedade, que dá muito mais valor à imagem do que à vida... E isso é quase impossível de se mudar... Então esse é mais um motivo para eu ser uma daquelas primeiras pessoas a tentar mudar para outro planeta e constituir uma vida lá... Se bem que não adiantaria muito, porque seriam os próprios terráqueos a habitarem lá, com todas as suas concepções... Então eu concluo: Eu não vou conseguir escapar dessa inversão de valores! E toda essa situação me fez lembrar a Jacque com a célebre frase:"daqui há 30 ou 40 anos teremos um monte de idosos com Alzheimer, peitos e bundas siliconados e próteses penianas, mas sem se lembrarem pra que eles servem!"



Mas continuando no assunto profissões: Outro dia a minha mãe estava me contando sobre educadoras que trabalham com crianças especiais e que são crianças que mordem, se mordem, batem, e tem que ser educadas de uma forma especial, com uma pessoa todo o tempo do lado delas, preparada pra isso... E eu fiquei pensando: "nossa! Tem que ter muito amor à profissão para se dedicar tanto assim e tem que ter muito amor ao próximo para se doar tanto assim!" E lembrei que por tantas vezes já falarm assim da minha profissão e por tantas vezes eu pensei que era a coisa mais normal do mundo, pra mim, trabalhar com CTI e que não era tanta dedicação nem tanto amor ao próximo, até porque muitas vezes eu já fraquejei querendo desistir de tudo... E também já tentei ajudar sem conseguir realmente ajudar...E lembrei que vivi hoje uma situação de um paciente que solocitava muita atenção e na hora que eu cheguei ele estava chamando e chamando e chamando e ninguém mais queria atendê-lo, logo nas primeiras horas do dia, porque ele queria alguém do lado dele o tempo todo (a minha suspeita é que ele estava se sentindo muito sozinho, ou angustiado, por causa da sua doença) e todos nós tínhamos mais pacientes para atender e toda a evolução dos pacientes para escrever e tudo isso para fazer, para sair no horário, para voltarmos para casa e darmos atenção as nossas famílias também... E por mais que a gente explicasse, o paciente não entendia, e chamava a toda hora, para ajeitar coisas no leito dele... e já estava me dando angústia querer ajudar, mas tendo mais pacientes para ajudar no mesmo dia também... E também lembrei que aguém me disse uma vez que o momento que estamos doentes, é um dos momentos que temos a oportunidade de crescemos mais como pessoas... Nos sentimos sozinhos para enfrentar a situação, mas só nós podemos enfrentá-la, então o jeito é respirar fundo e ir em frente, com toda a nossa disposição.... Mas falar é fácil, o difícil é vivenciar!
Acho que o Mi Casa, Su Casa está se tornando Mi Hospital, Su Hospital... Tá bem, eu prometo que no próximo post vou tentar não escrever sobre hospital de novo!
Bom, vou ficando por aqui, porque já escrevi muito! Muitos beijinhos a todos, até a próxima! Obrigada pelas visitas!


Enviado por: Debbby - 7:52:03 PM Comente:


::Sexta-feira, Janeiro 06, 2006::


Eita 2006!


Alô amigos! Para quem visitou a minha casinha pela manhã e não encontrou esse meu comentário, mil desculpas! Eu só pensei no que escrever agora à tarde... 2006 começou no mesmo pique que 2005 terminou: muito trabalho, muito cansaço e pouco descanso... Nem parece que o ano virou! Aliás, só está parecendo porque a data que eu escrevo nos prontuários mudou!
Mas aí eu paro e penso: "O que é isso, Debbbinha! O ano virou, 2006 está pronto para ser vivido, com todas as esperanças a que temos direito!" E meu coração se enche de esperanças de um ano melhor, com mais empregos para quem não os têm e com melhores condições de trabalho para quem não as têm!
Peço desculpas para quem visitou minha casinha nesse último ano e sentiu uma tristeza lendo os meus posts lamentando a vida... Mas confesso que não está sendo fácil para mim. ultimamente minha cabeça tem girado com perguntas existenciais a respeito do meu trabalho em CTI:
Será que estamos prolongando a dor e o sofrimento dos vovozinhos que lá estão internados?
Será que essa dor e esse sofrimento são mesmo necessários para o engrandecimento espiritual dessas pessoas?
Será que essa dor e esse sofrimento é importante para a família deixar a pessoa ir para o outro lado da vida?
Será que pelo contrário, não estamos prolongando a dor e o sofrimento, mas estamos fazendo os vovozinhos partirem com menos dor e sofrimento?
Eu só sei que tem horas que Deus chama e não tem jeito: não há nada que médico, enfermeiro, fisioterapeuta, técnico ou cristão faça que o paciente não parta dessa vida... E ver tanto dessas despedidas deixa a gente meio pra baixo. E tenho até uma certa inveja das pessoas que nasceram para viver da terapia intensiva. E também daquelas que parecem que têm um coração frio, que não ligam para paradas cardíacas e pacientes partindo... Mas será que essas mesmas pessoas conseguem tratar os pacientes com todo carinho e atenção que todo doente exige - e nós nos tornamos mais do que carentes, quando estamos doentes!
E 2006 é o ano da esperança para que eu possa me formar excelente acupunturista e poder tratar de doentes, mas não no final da vida deles... mas sim melhorando o "durante" da vida deles, dando qualidade de vida para meus pacientes!
Em homenagem a este ano de 2006 que se inicia, e em homenagem à criança que vive dentro de mim, com tantas dúvidas, tantos medos, tantas incertezas, tantas perguntas e que sempre me dá a mão... e lembrando meu amigo Daniel, que adora essa música (e foi por isso que eu prestei atenção à letra da música, que até agora eu não tinha prestado atenção!), a letra de uma música linda de presente para vocês, que me visitam sempre e estarão sempre em me coração!



Bola de Meia, Bola de Gude
Milton Nascimento


Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto balança
Ele vem pra me dar a mão

Há um passado no meu presente
Um sol bem quente lá no meu quintal
Toda vez que a bruxa me assombra
O menino me dá a mão

E me fala de coisas bonitas
Que eu acredito
Que não deixarão de existir
Amizade, palavra, respeito
Carater, bondade alegria e amor
Pois não posso
Não devo
Não quero
Viver como toda essa gente
Insiste em viver
E não posso aceitar sussegado
Quaquer sacanagem ser coisa normal

Bola de meia, bola de gude
O solidário não quer solidão
Toda vez que a tristeza me alcança
O menino me dá a mão
Há um menino
Há um moleque
Morando sempre no meu coração
Toda vez que o adulto fraqueja
Ele vem pra me dar a mão

Beijocas a todos e até a próxima!

Enviado por: Debbby - 11:33:07 PM Comente: