Este é um blog de coisas fofinhas e desabafos... Realizado pela Débbby!





Perfil:

Eu sou a Débbby. Meu nome tem três "bs" porque quero ser original! Sou fisioterapeuta, trabalho em 02 CTIs, faço uma pós-graduação, tenho 24 aninhos, sou carioca e tenho namorado... Maiores informações sobre a autora deste blog, só com o passar do tempo, lendo os posts, ou escrevendo para a própria!






















Ordem e Blogresso



Meus Vizinhos:
Agora em ordem alfabética... Ou quase isso!
Hoffnung
Across my Universe
Alienado
átomo
A vida é estranha...
Além do que se vê
Apenas o Cotidiano
Blog da Shirra
Cafofo de Insanidade
Coisitas da Vivi
Conversa de Mulheres
Dios Mio
Entre e fique à vontade
Every Breath I Take
Felicia Online
Garoto Espírita
Labirinto de Creta
Lux Lucescendi
Mais Uma Vez
Menininha....
Menina-Mulher
Meu Mundinho Doce
Nem uma menina, Nem ainda uma mulher
O Mundo de Cecília
Palavras no Caminho
Patilene e seus Posts
Sonhando Acordado
SPOILER
Flog A Vida é Estranha
Natstressedgirl Fotolog
Flog da Eliss
Vivi's FotoPage
Flog Vivi e Love
Felicia Feliz!!!
Buscando o Saber
BloGuil



Tudo para seu Blog!!!





Eu estou no Blog List



Na Lembrança...:

Omby's Weblog
Alle Dinge
Coluna do Andarilho
O Arauto de cada Aurora
Mq Flog
Guerra pela paz
Enquanto O Mundo Gira
Churumelas
Meu mundo e nada mais



Janela para o Passado: Arquivos


::Sábado, Agosto 27, 2005::


Eu só quero chocolate! Parte III



E está chegando ao fim a história do meu, do seu, do nosso querido chocolate


Em 1914 estoura a Primeira Guerra Mundial, determinando o fim da expansão das indústrias chocolateiras. São feitas restrições às exportações do produto. Tabletes de chocolate passam a fazer parte da ração de emergência dos soldados americanos em serviço, mas a experiência não dá muito resultado.
Para cumprir o papel de ração de emergência, o chocolate era demasiado irresistível para ser guardado sem ser comido. Afinal, ele fora aprimorado para se tornar o mais saboroso possível. Os soldados raramente guardavam seus tabletes para uma crise futura. Eles os devoravam rapidamente ao menor sinal de fome.
Mas, em 1934, o capitão Paul P. Logan inventa uma fórmula de ração à base de chocolate, muito energética e, o mais importante: pouco atrativa ao paladar. Era uma mistura de chocolate, açúcar, leite em pó desnatado, manteiga de cacau, vanilina, aveia e vitamina B1. Em 1938, ela é batizada de "Ração D". No ano seguinte eclode a Segunda Guerra Mundial.
A Companhia Hershey, importante fabricante nos EUA, recebe uma tarefa especial no exército americano: desenvolver uma nova ração de chocolate que sustentasse os soldados no caso de falta total de alimentos, e que pudesse ser carregada em seus bolsos, sem derreter.
De fato, a indústria Hershey alcança o intento: produz um tablete resistente, que além de chocolate possuía outros ingredientes nutritivos, possibilitando uma dieta substanciosa de cerca de 600 calorias, tornando-se a nova "Ração D".
Enquanto durou a guerra, a Hershey produziu meio milhão de tabletes por dia. A companhia, do industrial Milton Hershey, chegou a receber o prêmio "Army Navy E" por suas contribuições civis com a "Ração D" durante a Segunda Guerra.
O chocolate circulava por todas as partes: nas frentes de batalha e dentro dos lares. Talvez ele não fosse mais considerado como um alimento universal e afrodisíaco, como na época dos astecas, mas era recomendado como um fortificante incomparável na reposição de energia.
Em 1945, finda a guerra e com ela as barreiras ao desenvolvimento das indústrias chocolateiras. Os fabricantes, libertos dos racionamentos impostos pela guerra e das restrições feitas às exportações, aumentam suas produções. Em breve, o chocolate se tornaria um dos produtos mais populares em todo o mundo.
Alguns estudiosos admitem que 1665 foi o ano da primeira tentativa de implantar a cultura cacaueira na Bahia. O correto, no entanto, é 1746. Neste ano, o colono francês Louis Frederic Warneaux trouxe sementes do Pará e as plantou na fazenda Cubículo, à margem direita do rio Pardo, na capitania de São Jorge de Ilhéus, hoje município de Canasvieiras.
As condições climáticas, a topografia e o solo baiano eram propícios à cultura do cacau, por esta razão, a região de Ilhéus acabou se tornando uma poderosa produtora.
A lavoura cacaueira começa a se expandir na Bahia. Essa expansão, porém, se processa através de lutas violentas, que se prolongam até as primeiras décadas do século XX. Os latifúndios são invadidos e há muitas aquisições ilícitas de terras. As oligarquias desaparecem e os latifúndios, por motivos de herança ou econômicos, se dividem em fazendas organizadas a partir da revolução de 1930.
Em 1931, um marco no desenvolvimento da cultura: cria-se o Instituto de Cacau da Bahia. Em março de 1941, ele é transformado em autarquia. Em 1957 institui-se a Comissão Executiva do Plano de Recuperação Econômico-Rural da Lavoura Cacaueira (Ceplac), com seu Centro de Pesquisas do Cacau (Cepec) e seu Departamento de Extensão (Depex).
A partir de 1954 instalam-se no Estado de São Paulo as primeiras plantações. O Instituto Agronômico do Estado, em Campinas, mantém fazendas experimentais com produções de até 6 kg de sementes por planta. Amapá, Amazonas, Pará, Maranhão, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rondônia e Mato Grosso são os estados brasileiros que produzem cacau. Hoje, o Brasil ocupa a posição de sexto maior produtor mundial de cacau.
O chocolate é um alimento muito nutritivo. Contém proteínas, gorduras, calorias, cálcio, magnésio, ferro, zinco, caroteno, vitaminas E, B1, B2, B3, B6, B12 e C. Pode ser apresentado em versões ao leite, branco, meio amargo, variando em função do acréscimo em partes diferentes de seus componentes individuais e assim, varia também seu valor calórico, que em qualquer dos casos é elevado.
Na sociedade atual o chocolate possui uma característica interessante servindo como um substituto à linguagem no relacionamento humano, estabelecendo relação de comunicação de laços de amizade, solidariedade e amor. Dar uma caixa de bombons pode significar: "feliz aniversário", "boa viagem", "desculpe-me", "saúde" ou "estou apaixonado por você". Trata-se de um presente difundido no Dia dos Namorados, Dia das Mães e alguns pais também se valem de bombons para recompensar os filhos exemplares. Durante a Páscoa é transformado em coelhos e ovos, símbolos da Ressurreição de Cristo.

Fim!

Fontes: Fonte 1, Fonte 2, Fonte 3 e Fonte 4.

Beijinhos a todos, obrigada pelo carinho e até a próxima! E pode deixar que já já eu visito todos os amigos!
Enviado por: Debbby - 1:50:51 PM Comente:


::Quinta-feira, Agosto 25, 2005::


Eu só quero chocolate! Parte II



A segunda parte da saborosa história do chocolate


"Theobroma", em grego, quer dizer "alimento dos deuses". Este é o nome de batismo do chocolate. O batismo aconteceu em meados do século XVIII. O padrinho foi Carlos Linnaeus, um botânico sueco que conhecia muito bem a trajetória do chocolate através da história dos povos.
No início do século XVII, viajantes e comerciantes o introduziram na Alemanha, França e Itália. Em 1659, David Chaillou começou a vender em Paris as primeiras tortas de chocolate. Uma década depois o chef Lassagne, que trabalhava para o duque de Plessis-Praslin, criou o primeiro bombom, coberto de caramelo.
Em 1765, um médico, James Barker de Dorchester, se associa a um fabricante de chocolate recém-chegado da Irlanda, John Honnon, e funda a primeira fábrica de chocolate dos EUA: a Companhia Barker. Naquela época, o chocolate já podia ser consumido temperado com cravo ou almíscar, dissolvido em vinho ou leite quente e adoçado com açúcar. Ele começa a ser aperfeiçoado e surgem novidades.
Todos trataram de plantar. Os belgas no Congo. Os holandeses no Ceilão, Java, Sumatra e Timor. Os ingleses nas Índias Ocidentais. Os alemães em Camarões e os franceses, além da Martinica, também em Madagascar. Os portugueses, já firmemente no controle do Brasil, plantaram seus cacaueiros em São Tomé e Príncipe, duas ilhas na costa oeste da África.
Relatos do hábito de tomar essa bebida estimularam os europeus. O aventureiro e sedutor veneziano Casanova (1725-1798) qualificou o chocolate de "elixir do amor". O Marquês de Sade (1740-1814) introduziu-o em uma de suas novelas obscenas. Em 1828, o neerlandês Coenraad Van Houten desenvolveu uma máquina revolucionária que separava a pasta de cacau da manteiga.
Em 1828, o químico holandês Coenraad van Houten inventa uma prensa de parafuso que permite obter o pó do chocolate. Começa também a ser comercializada a manteiga de cacau. A firma inglesa Bristol, Fly & Bons, em 1847, introduz o chocolate comestível. Em 1819, François Louis Cailler abre a primeira fábrica de chocolates suiços. Sete anos depois, em 1826, Philipp Suchard começa a fazer chocolate misturado com avelãs moídas.
Em 1875, utilizando o leite em pó inventado por seu conterrâneo Henri Nestlé, o suíço Daniel Peter apresentou ao mundo o chocolate ao leite. Na primeira década do século XX, surgiram as grifes internacionais: Neuhaus e Godiva, Callebaut e Cacao Barry, na Bélgica; Fauchon, La Maison du Chocolat e Menier, na França; Kohler e Lindt, Nestlé e Suchard, na Suíça; Van Houten's, nos Países Baixos; Cadbury e Rowntree, na Inglaterra; Milton Hershey, nos Estados Unidos.
Ele estava sendo aprimorado. Cada vez ficava melhor: mais macio, saboroso e cheio de ingredientes. A fabricação de chocolate, que começara em pequenas oficinas com simples equipamentos, se tornara um negócios de corporações e filiais internacionais. A industrialização exigia urgente expansão das lavouras de cacau.

E continua...

Fontes: Fonte 1, Fonte 2, Fonte 3 e Fonte 4.

Beijinhos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 12:58:54 PM Comente:


::Terça-feira, Agosto 23, 2005::


Eu só quero chocolate! Parte I



A História do Chocolate


O chocolate é um alimento pastoso e doce ou em forma de bebida feito a partir do cacau. Séculos antes de os espanhóis chegarem às Américas, os astecas já conheciam as favas de cacau. Em 1502, a ilha de Guanaja, habitada pelos astecas, povo místico e religioso, recebeu a esquadra de Colombo. O navegador foi um dos primeiros europeus a provar o sabor do chocolate.
O chocolate passou a se difundir pelo mundo a partir do século XVI, quando o conquistador espanhol Hernán Cortés conheceu-o na corte de Montezuma II no México e o levou para a Europa. Naquela época os astecas o tomavam como uma bebida amarga e fria, preparada a partir da fruta do cacaueiro, árvore nativa das regiões tropicais da América, chamando-se xocolatl ou chocoatl (água amarga), e levava até pimenta e outras especiarias. Ao se difundir pela Europa, transformou-se e aprimorou-se. O valor do cacau também estava em suas sementes, que eram usadas como moeda pelos astecas.
Lá no México, os astecas cultuavam o deus Quetzalcoatl. Ele personificava a sabedoria e o conhecimento e foi quem lhes deu, entre outras coisas, o chocolate. Os astecas acreditavam que Quetzalcoatl trouxera do céu para o povo as sementes de cacau. Eles festejavam as colheitas com rituais cruéis de sacrifícios humanos, oferecendo às vítimas taças de chocolate. Um dia, Quetzalcoatl ficou velho e decidiu abandonar os astecas. Partiu em uma jangada de serpentes para o seu lugar de origem - a Terra do Ouro. Antes de partir, porém, ele prometeu voltar no ano de "um cunho", que ocorria uma vez a cada ciclo de 52 anos no calendário que ele mesmo criara para os astecas.
Em 30 de julho de 1502, o navegador Cristóvão Colombo, achando que tinha descoberto as Índias, baixa âncoras em frente à ilha de Guajano, na América Central. Uma majestosa canoa aborda a caravela de Colombo. Um chefe asteca sobe a bordo e oferece, ao navegador e sua tripulação, armas, tecidos e também sementes de cacau. Ele explica a Colombo que as sementes são a moeda do país e que permitem preparar uma bebida muito apreciada entre eles. Colombo e seus marinheiros provam com os lábios as sementes e tomam também o chocolate. Dias depois, levantam velas e seguem para a Europa. Colombo, o primeiro europeu a provar o chocolate, não lhe deu a mínima importância. Mal sabia que um dia ele seria apreciado no mundo inteiro.
Em 1519, o explorador espanhol Fernão Cortez e seus seiscentos soldados desembarcam no México, pretendendo conquistá-lo. Fazem os preparativos para o combate. Mas, para surpresa geral, o imperador asteca Montezuma e seus súditos os recebem com cordialidade. Vítimas de sua própria lenda, eles crêem que Cortez é a reencarnação do bondoso deus Quetzalcoatl. Acontece que 1519 coincidia com o ano de "um cunho", no calendário asteca - o ano que Quetzalcoatl prometera voltar.
O povo alegre festeja e o imperador acolhe Cortez com um grande banquete regado com taças de ouro cheias de "tchocolath". Mas a desilusão não tarda a chegar: o suposto Quetzalcoatl, aquele que havia dado o chocolate a seu povo, parecia não o ter bebido antes e nem mesmo gostar dele. É óbvio, o "tchocolath" não era a bebida agradável de hoje. Era bastante amarga e apimentada. As tribos da América Central geralmente o preparavam misturando com vinho ou com um purê de milho fermentado, adicionado com especiarias, pimentão e pimenta. Naquela época, o chocolate era reservado apenas aos governantes e soldados, pois acreditava-se que, além de possuir poderes afrodisíacos, ele dava força e vigor àqueles que o bebiam.
Cortez, sem dúvida, ficou muito impressionado com a mística que envolvia o chocolate e mais ainda com o seu uso corrente. Assim, com o intuito de gerar riquezas para o tesouro de seu país, ele estabelece uma plantação de cacau para o rei Carlos V, da Espanha. E, como bom negociante, começa a trocar as sementes de cacau por ouro, um metal indiferente àqueles povos. Os espanhóis aos poucos se acostumavam com o chocolate e, para atenuar o seu amargor, diminuíam a proporção de especiarias e o adoçavam com mel, canela e baunilha. Já o rei Carlos V tinha o hábito de tomá-lo com açúcar.
Um ano depois, Cortez responde com traição a acolhida que recebera do povo asteca. Prende o imperador Montezuma atrás das grades e invade suas terras. Tanto Montezuma quanto seu sucessor são assassinados pelas tropas de Cortez e o México passa a ser colônia espanhola, permanecendo nesta situação por trezentos anos.
Rapidamente, o chocolate se espalha entre a família real e os nobres da corte espanhola. Cortez levara para a Espanha todo o conhecimento daquelas tribos primitivas de como lidar com o cacau e preparar o chocolate. Sabia como colher, retirar as sementes dos frutos e depois espalhá-las ao sol para fermentar e secar. Sabia também que elas deviam ser assadas sobre o fogo e depois esmagadas em uma gamela de pedra, até se obter uma pasta aromática, a qual era misturada com água para se chegar à bebida.
Na Espanha, as cozinhas dos mosteiros serviam como local de experiência para o aprimoramento do chocolate e a criação de novas receitas. Os monges aperfeiçoaram o sistema de torrefação e a moenda do chocolate, transformando-o em barras e tabletes para serem dissolvidos em água quente, como era apreciado nos salões aristocráticos. Durante todo o século XVI, porém, os espanhóis conservaram para si esta preciosa iguaria, não querendo compartilhá-la com outros países. No entanto, seus planos foram por água abaixo em meados do século XVII, quando começaram a vazar as primeiras informações sobre o chocolate. Os viajantes vinham a Madri e o bebericavam.
Os monges davam-no para provar aos visitantes de outros países. Os marinheiros, como ouviam falar dele, ao capturar uma fragata espanhola desembarcavam as sementes de cacau e as levavam às suas terras. Rapidamente, espalham-se plantações de cacau pela Europa, América do Sul e Índias. O chocolate se converte em bebida universal.

E continua...

Fontes: Fonte 1, Fonte 2, Fonte 3 e Fonte 4.

Beijinhos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 10:10:08 PM Comente:


::Sexta-feira, Agosto 19, 2005::


Simplesmente Acostumados



A verdade é que estamos muito mal-acostumados... Tem gente que está acostumado a sentir dor e não conhece o seu corpo sem aquela dorzinha, sem aquele remedinho na hora certa, sabe tudo sobre a sua doença, e ficar sem ela dá medo, medo de algo novo, que ela não conhece. Tem gente que está acostumado a ser o fracassado, o perdedor... Quer que todo mundo sinta pena dele, que ele próprio sinta pena de si, e que todos achem que ele "venceu ao contrário", na disputa de quem está mais ferrado! Tem gente que se acostuma a sofrer... escolhe como companhia sempre os mesmos tipos de gente e depois fica reclamando que só se apaixona pelos tipos errados, ou que ninguém o/a ama. Tem gente que se acostuma com muito pouco... E não estuda, não tenta melhorar de vida. Tem gente que se acostuma com "muito muito"... e depois não consegue ser humilde. Tem gente que se acostuma com tudo... Quando o certo seria estar aberto a opiniões, a mudanças (por mais medo que elas causem), a novidades, aberto a mais amor próprio. Estamos muito mal-acostumados com tudo parado, na mesma, tudo errado... Até eu estou muito mal-acostumada!



Muitos beijinhos a todos os meus visitantes e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 7:57:01 PM Comente:


::Domingo, Agosto 14, 2005::


Hoje é dia dos pais! Feliz Dia dos Pais!



E, como minha homenagem ao meu pai (muito amado e admirado por mim) e a todos os pais que me visitam (e pais dos visitantes também), deixo minha mensagem:

Pai

Desde muito pequeno aprendi a copiar seus gestos.
Seu jeito de andar, de sorrir, de falar, de dirigir...
Pequenos detalhes de seu comportamento.
Aprendi seus ditados, suas estórias, suas verdades.
Quem dera tivesse herdado suas virtudes.
Aprendi a desafiar suas leis, e vi teu rosto de satisfação com minhas vitórias,
Mas vi também a compreensão e os conselhos quando colecionei derrotas.
Aprendi a te amar e a te compreender, e vi muitas vezes em mim mesmo suas falas e conselhos, mesmo aqueles não seguidos.
Tenho aprendido com é duro tentar e ser alguém como você é.
Aprendi que tua presença é tudo que eu poderia querer,
e por graça do nosso criador ela estará sempre em mim.
Obrigado Senhor, por ter me concedido meu pai !
Obrigado Senhor por estar ao lado dele agora e sempre...

Autor: Valter Da Silva Costa



Muitos beijinhos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 3:30:22 PM Comente:


::Segunda-feira, Agosto 08, 2005::


O que posso dizer de um CTI... Parte II



Para os que tiveram paciência de aguardar por mim, aqui estão os textos sobre CTI que quando eu li, me marcaram bastante a respeito da vida dos que trabalham dentro deste setor, como eu... Espero que com tudo isso vocês também tenham uma pequena idéia sobre o cotidiano desse vai e vém de saúde, situações, esperanças, dores, medos, alegrias, vida...

"Nas UTIs a luta pela vida assume sua intensidade extrema. Em outros campos da medicina também convivemos com a contradição suprema da espécie humana - aquela existente entre a vida e a morte - mas os intensivistas conduzem doentes que estão no fio da navalha, qualquer deslize, o menor infortúnio, o mais insignificante capricho da natureza pode significar o final de tudo, num instante.
A tensão resultante da natureza desse trabalho afeta a vida pessoal de todos eles: enfermeiras, auxiliares, fisioterapeutas ou médicos; não há quem fique imune. Por mais que o plantão esteja calmo, os pacientes tranqüilos, os plantonistas entretidos em seus afazeres falando de assuntos banais, à menor quebra de rotina todos saltam sobre o doente que piorou, cada um em sua função, de forma orquestrada, como se pressentissem a ocorrência daquele acontecimento dramático.
Angustiados na sala de espera, os familiares permanentemente à busca de informações sobre o estado de saúde de seus parentes internados reforçam o clima de tensão. O fato de não poderem ficar ao lado da pessoa querida num momento crítico aumenta muito a responsabilidade dos que cuidam dela, e pode gerar desentendimentos sérios. Ausentes fisicamente do espaço interno da UTI, suas histórias, o sofrimento e seus dramas individuais ocupam maior espaço no imaginário dos intensivistas do que se estivessem presentes."

Dr. Drauzio Varella
Memórias Agudas e Crônicas de uma UTI
Elias Knobel
Ed Atheneu, 2004.

"Há 30 anos, eu trabalho no corredor da vida. É assim que eu gosto de chamar a Unidade ou o Centro de Terapia Intensiva, um espaço de excelência médica que reúne o que há de mais avançado no conhecimento científico e tecnológico para lutar contra as doenças. O índice de eficiência é significativo: mais de 90% das pessoas sobrevivem, após um período médio de internação de quatro dias (eram oito dias nos anos 80). Não estranhe se você não sabia disso. Quase ninguém faz idéia do que se passa em uma UTI, onde são internados, além dos pacientes em estado grave, aqueles que necessitam de maior vigilância por terem risco de complicações ou comprometimento após intervenção cirúrgica.
A grande precursora da unidade de terapia intensiva foi a enfermeira inglesa Florence Nightingale. Durante a Guerra da Criméia ela decidiu juntar pacientes graves numa enfermaria para dar mais atenção e assistência ¿ o que se verificou foi a recuperação acelerada desses soldados. A UTI, como é conhecida nos dias de hoje, surgiu nos Estados Unidos na década de 50 e se espalhou pela Europa nos anos 60. No Brasil, começou a ser implantada a partir de 1970 em hospitais privados do Rio de Janeiro e São Paulo. Mais de meio século depois de sua criação, porém, o mundo por trás dessa sigla ainda inspira medo e ansiedade, fruto do mais absoluto desconhecimento.
O dia-a-dia da unidade é feito da mesma trama de todas as coisas da vida, com um detalhe: está sempre no limite. Neste contexto, cada gesto, cada ação ganha um significado próprio e especial: assistir a um jogo, respirar mais fundo, rever um parente, fazer um movimento, escrever um bilhete, comunicar-se ¿ tudo passa a fazer um sentido novo. E enquanto aparelhos monitoram 24 horas as funções vitais de um paciente, enquanto antibióticos chegam ao organismo por meio de tubos e enfermeiros acompanham cada minuto da luta titânica de um ser humano por sua vida, esta, em seu mais amplo sentido, continua ao redor, caminhando de forma paralela.
Famílias se conhecem, amigos se reencontram, esposas antigas dividem o espaço com as novas, vêm à tona tragédias, descobrem-se curiosidades, ocorrem fatos hilariantes, estouram brigas, nascem paixões, demonstra-se o amor de todas as formas, incluindo sexo. Posso afirmar sem medo de errar que se conhece uma pessoa durante um jogo, sob efeito da bebida, e na sala de espera de uma UTI.
Enfermeiros, fisioterapeutas, nutricionistas e médicos intensivistas, como são chamados os profissionais que trabalham nestas unidades, compartilham com pacientes e familiares todas as árduas etapas do tratamento para vencer a doença. Deles se espera, além de excelência profissional, também boa educação, uma energia inesgotável e absoluta capacidade de compreender a alma humana. Os enfermeiros, sobretudo, são a alma da UTI, pois, devido à sua proximidade com o paciente e a família, acabam fazendo habitualmente o papel de interlocutores entre o doente, seus parentes e os profissionais envolvidos na luta pela recuperação.
Nesses 30 anos como chefe de uma UTI, pude vivenciar fatos marcantes que freqüentemente nos levam a repensar a vida como um todo e nos tornam mais humildes...."

Dr Elias Knobel
Memórias Agudas e Crônicas de uma UTI
Elias Knobel
Ed Atheneu, 2004.

Beijinhos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 10:11:22 PM Comente:


::Terça-feira, Agosto 02, 2005::


O que posso dizer de um CTI...



Queridos amigos, estive pensando por muito tempo sobre o que eu poderia escrever neste humilde blog... Ando meio sem tempo e sem paciência... E além do mais as visitas dos amigos e para os amigos não têm sido mais as mesmas... Mas aí me bateu uma vontade de falar sobre o meu trabalho, que poucos entendem, muitos me acham corajosa por fazê-lo e alguns não querem nem pensar sobre o assunto. Eu evito o quanto puder falar sobre CTI neste blog, porque realmente não é um assunto muito alegre, mas é o meu trabalho, algo que gosto de fazer (cuidar dos meus pacientes graves) e por isso volta e meia me dá vontade de falar sobre o assunto... e também saber o que as demais pessoas acham sobre ele.
Eu escolhi estudar fisioterapia porque queria cuidar das pessoas, ajudá-las a ter uma vida melhor através do meu trabalho. Eu nunca quis fazer medicina porque não gostava de ver sangue... E olha onde fui parar! E quando estava na faculdade, ao estudar cardiologia e pneumologia, me encantei e, naquela época, já fã do seriado Plantão Médico (ER), resolvi tentar estágio em CTI para ver como me saía e se eu ia desmaiar dentro deste. Fiz um curso na Casa de Saúde São José que me ajudou a comprovar que era isso que eu queria pra minha vida mesmo. E assim, segui meu trabalho sempre dentro de CTIs, tentando levar em conta, em primeiro lugar a vida que eu estava lidando e também os sentimentos das pessoas que estão nos leitos do CTI . Mas trabalhar com CTI não é fácil! São todos trabalhadores (médicos, enfermeiros, técnicos, fisioterapeutas, psicólogos, nutricionistas...) muito inteligentes e isso te obriga a estar sempre estudando, pensando, raciocinando e com tudo na ponta da língua. Eu acho que não sei nem a metade do que deveria saber, acho que não sou "cabeçuda" o suficiente...Mas ainda estou aprendendo! Sem contar que toda a equipe tem que estar muito bem integrada pois o trabalho de nutrição vai influenciar na fisioterapia que vai influenciar na hemodinâmica, que vai influenciar na farmacologia, etc etc etc.
Nos CTIs, geralmente, a fisioterapia cuida da parte motora: fazendo exercícios (de forma passiva ou ativa, ou seja, sem e com a cooperação do paciente), fazendo alongamentos, e evitando úlceras de decúbito, atrofia, rigidez articular enfim, a síndrome da imobilidade no leito e cuida também, (juntamente com os médicos) da parte ventilatória e dos respiradores.
Me dá uma satisfação imensa quando vejo casos em que depois de tanto investimento, o paciente se recupera e tem alta do CTI. Essa semana eu presenciei a alta de um paciente que era fumante por longa data e que após uma pneumonia houve descompensação do quadro ventilatório (fazendo broncoespasmos severos) e necessitava da nossa ajuda. A equipe de fisioterapia deu uma atenção especial fazendo CPAP (para explicar o que é CPAP eu vou precisar de um outro post inteiro!) e nebulizações (conforme prescrição médica) praticamente de meia em meia hora o dia inteiro, com 1 hora ou mais de CPAP. Após umas duas semanas o paciente se recuperou, sem precisar ser sedado, entubado e colocado no respirador, o que é um procedimento invasivo e este, assim como pode salvar vidas, também pode levar a muitas complicações desta. Após a recuperação do paciente, a gente então investiu na parte motora, já que esse tempo todo ele esteve parado em cima da cama, o que diminuiu a força das pernas principalmente. Mas logo depois ele teve alta, para a satisfação de toda a equipe, para continuar o trabalho de fortalecimento das pernas no quarto do hospital. Outro caso que eu lembro foi um paciente que esteve bastante grave após uma operação no fígado e após semanas grave, sedado, no respirador, os médicos conseguiram estabilizar o quadro e trataram da melhor forma possível. Então a equipe de fisioterapia contribuiu para retirá-lo do respirador fazendo o que a gente chama de "desmame", treinando a musculatura respiratória que já estava enfraquecida, e posteriormente, para fortalecer a musculatura de braços e pernas, havendo uma melhora gradativa e satisfatória para toda a equipe.
Mas tudo tem seu lado bom e ruim... O lado ruim é quando você, após tantos investimentos na vida do paciente, quando você se apega ao paciente de tanto cuidar dele, e Deus o escolhe para ficar ao Seu lado e você tem que aceitar, pois não há mais nada que se possa fazer... O lado ruim é você se dedicar tanto a vida de pessoas que você só conheceu quando foram parar no CTI e não ter tempo de ficar com sua família, seus amigos, seu amor (ou quando tem tempo, estar tão cansado e não poder aproveitar direito)... Ou estar trabalhado tanto, mas a remuneração ser pouca e você ficar estressado com isso! Por isso que outro dia fiz um post reclamando de trabalho demais, responsabilidade demais, problemas demais, sofrimento demais e dinheiro de menos por muito tempo que me deixaram triste...
Eu selecionei alguns textos sobre CTI que queria colocar mais adiante, aqui no meu blog... Meu irmão querido me ajudou digitando-os para mim (obrigada, Guil!). Espero que alguém leia esse meu texto e opine se gostou ou não... Caso tenha muitas reclamações sobre o post, eu penso duas vezes antes de colocar os outros. Beijinhos a todos e até a próxima!


Enviado por: Debbby - 8:19:07 PM Comente: