Este é um blog de coisas fofinhas e desabafos... Realizado pela Débbby!





Perfil:

Eu sou a Débbby. Meu nome tem três "bs" porque quero ser original! Sou fisioterapeuta, trabalho em 02 CTIs, faço uma pós-graduação, tenho 24 aninhos, sou carioca e tenho namorado... Maiores informações sobre a autora deste blog, só com o passar do tempo, lendo os posts, ou escrevendo para a própria!






















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::Sábado, Junho 25, 2005::


Yoga / Ioga



Ioga designa um conjunto de tradições, ensinamentos e filosofias, não muito homogêneas, centradas principalmente em práticas ascéticas, que se desenvolveu ao longo da história no oriente, particularmente na Índia, e que nos dias de hoje está amplamente difundido no mundo todo, inclusive no ocidente.
Com relação à grafia da palavra, no Brasil existem escolas que usam a palavra Yôga, outras que utilizam Yoga e outras ainda Ioga. Não só em relação ao nome, mas também a sua filosofia, a Ioga apresenta diversas abordagens diferentes. Este artigo não se fixa em uma abordagem, mas tenta apresentar informações sobre todas as abordagens.
A tradução literal da palavra Yoga:
O termo Yoga, "união" tem origem no sânscrito, tendo evoluído para uma modernização lexical que resultou Ioga. Na filosofia Hindu, o Yoga era conotado com qualquer prática que conduzisse à intuição mística e ao conhecimento supraconceptual. Numa acepção mais alargada da atividade estão implícitos os conceitos de força, poder e energia numa relação de educação do Homem com a sua mais íntima natureza.
A Ioga Objetiva a união que é libertação: a união do eu ou consciência individual com o espírito divino interior, que recebe o nome de samadhi.
Ioga não é, em si, uma filosofia, mas muito mais um caminho prático para a pessoa se libertar das amarras que impedem a união desejada. O sistema filosófico que apóia e acompanha esta prática, e que segundo o Bhagavad Gita é inseparável dela, é o Sankhya.
A Ioga é dividida em dois grandes grupos: Ioga Antiga e Ioga Moderna. A Ioga Antiga subdivide-se em pré-clássico e clássico. A Ioga Moderna, em medieval e contemporâneo. Cada uma dessas subdivisões tem características que a distinguem tanto das demais, que passaram as quatro a ser conhecidas como troncos. De cada tronco, nasceram vários ramos da Ioga. Os troncos determinam se a fundamentação será Sámkhya (Antigo) ou Vêdánta (Ioga Moderna); e se a postura comportamental adotada será Tantra (Ioga pré-clássica e contemporânea) ou Brahmacharya (Ioga clássica e medieval). Já os ramos definem se as técnicas serão constituídas por mudras, pújas, mantras, pranayamas, kriyas, asanas, yôganidrás, dháranas, dhyana, etc. Estas variações foram elaboradas empiricamente ao longo de 5.000 anos para adaptar-se a diferentes tipos de praticantes. As combinações entre si alcançam uma variedade incalculável e pode-se dizer que há pelo menos uma modalidade da Ioga perfeita para cada pessoa.
Trata-se de um método especial de ginástica, com origem oriental, juntamente com exercícios respiratórios.
A prática regular desta modalidade produz efeitos sobre o corpo que se fazem sentir muito rapidamente, ao nível de flexibilidade e fortalecimento muscular, aumentando a vitalidade e a capacidade de controlo do stress.
O Ioga ensina, por exemplo, como respirar melhor, como relaxar, como concentrar-se, como trabalhar músculos, articulações, nervos, glândulas endócrinas, órgãos internos etc., através de exercícios físicos harmoniosos, de intensidade regular, respeitando o ritmo biológico do praticante.
Ao contrário do que acontece frequentemente mistificado, o Ioga não é apenas a prática de exercícios de relaxamento. Nas sessões de Ioga produzem-se dinâmicas coreografias ao ritmo de movimentos enérgicos, que requerem por sua vez cadências de considerável intensidade.
É aconselhada a sua prática a qualquer faixa etária, havendo contudo uma adaptação de diferentes vertentes da modalidade para cada praticante, em função das suas necessidades
ÔM é o símbolo universal do Yôga, para todo o mundo, todas as épocas e todos os ramos de Yôga. Entretanto, cada Escola adota um traçado particular que passa a ser seu emblema. Aquele desenho semelhante ao número 30 que aparece em quase todos os livros e entidades de Yôga, é uma sílaba constituída por três letras: A, U e M (fonema AU + M). Pronuncia-se ÔM.Traçado em caracteres, é um yantra. Pronunciado, é um mantra. Há inúmeras maneiras de pronunciá-lo para se obter diferentes resultados físicos, energéticos, emocionais e outros.
Os caracteres usados para traçar o Ômkára parecem pertencer a um alfabeto ainda mais antigo que o dêvanágarí, utilizado para escrever o idioma sânscrito.
ÔM não tem tradução. Contudo, os hindus o consideram como o próprio nome do Absoluto, seu corpo sonoro, devido ao amplo espectro de efeitos colhidos por quem vocaliza de forma certa, ou visualiza com um traçado correto. Nas escrituras da Índia antiga o ÔM é considerado como o mais poderoso de todos os mantras. Os outros são considerados aspectos do ÔM e o ÔM é a matriz dos demais mantras. É denominado mátriká mantra, ou som matricial. O ÔM é também o bíja-mantra do ájña chakra, isto é, o som semente que desenvolve o centro de força situado entre as sobrancelhas, responsável pela meditação, intuição, inteligência, premonição e hiperestesia do pensamento. Por isso, é o mantra que produz melhores resultados para as prática de dhyána e samyama, bem como desperta um bom número desiddhis. Sendo o mantra mais completo e equilibrado, sua vocalização não apresenta nenhum perigo nem contra-indicação. É estimulante e ao mesmo tempo aquietante. Quando traçado em caracteres antigos, ele se torna um símbolo gráfico denominado yantra. A especialidade que estuda a ciência de traçar os símbolos denomina-se Yantra Yôga. O ÔM pode ser traçado de diversas formas. Cada maneira de grafá-lo encerra determinada classe de efeitos e de características ou tendências filosóficas. Cada linha de Yôga adota um desenho típico do ÔM que tenha a ver com os seus objetivos, o qual passa a constituir símbolo seu. Por essa razão, não se deve utilizar o traçado adotado por uma outra Escola: por uma questão de ética e também para evitar choque de egrégoras (nota da dona do blog: seja lá o que isso for!).



Fontes: Fonte 1, Fonte 2 e Fonte 3.

Beijinhos para todos e até a próxima, pessoal!
Enviado por: Debbby - 11:57:39 PM Comente:


::Terça-feira, Junho 21, 2005::




Esse tempinho chuvoso faz a gente só querer cama, cobertor, comida, TV... E faz a gente pensar um bocado também!


Todos nós temos nossos problemas... E cada um tem a tendência de achar que os nossos problemas são os maiores do mundo inteiro... Claro! São os nossos problemas... E nada é mais importante do que a resolução deles. Mas aí um certo dia você passa a querer não ficar mais maluco com os seus problemas e passa também a querer ser menos egoísta, pensando somente nos seus próprios problemas e como eles são importantes. E aí você começa a ver quantas pessoas tem vidas difíceis, árduas, complicadas... Como as pessoas têm problemas cabeludos (como diria a minha avó). A gente vê esses tipos de problemas nas ruas, nas filas de banco, no ambiente de trabalho. E no meu ambiente de trabalho eu vejo esses tipos de problemas multiplicado pelo número de leitos e pelo número de CTIs que tenho contato...E aí você passa a se sentir um zero a esquerda... Seu problema passa a ser tão pequenininho... E às vezes dá até vontade de virar um frade ou um monge, caminhando pelo mundo e ajudando as pessoas e vivendo também da caridade, é claro, já que até para comer ou tomar banho hoje em dia se precisa de dinheiro (e como todo o seu dinheiro foi doado, você também precisa ser ajudado com doações!). Mas calma aí! Nem 8 e nem 80! Nossos problemas são importantes sim... E devem ser resolvidos da melhor maneira, no tempo certo (para que nossas conquistas sejam valorizadas também), de forma que não fique nada pendente. Às vezes temos vontade de fugir deles, o que é normal, mas só há um caminho certo, que é enfrentá-los. E também devemos ajudar os que estão ao nosso alcance. Muitas vezes até queremos ajudar algumas pessoas a enfrentar certos problemas e desafios, mas são certas coisas que essas pessoas precisam passar sozinhas, para crescerem e serem mais felizes.
O problema é quando surgem em nossas vidas problemas que não dependem necessariamente de nós mesmos para serem resolvidos... E assim, temos que esperar outras pessoas tomarem suas resoluções para que nossos problemas sejam resolvidos...como por exemplo numa entrevista de emprego, que você depende da resposta da empresa para resolver seus problemas... Esses, na minha opinião, são os problemas mais difíceis de serem enfrentados, são os problemas que apesar de serem nossos, estão sempre mais longe do que os nossos braços podem alcançar!
Hoje eu fiquei pensando muito nos meus problemas, nas resoluções que tomei e foram tomadas nos últimos meses, no futuro que virá... Pensei em trabalho, família, casamento (quase toda mulher pensa em casamento, não e mesmo?!), em filhos... e fiquei pensando que hoje eu me sinto tão afastada da minha família (sou a última a saber das coisas que acontecem em casa!), porque estou sempre trabalhando muito e principalmente para ajudar em casa... Mas eu acho que as coisas são assim mesmo e tem certos momentos que você se vê obrigado a seguir sozinho, com suas próprias pernas... Eu sempre fui muito ligada a minha família e sempre vi com maior respeito as pessoas que vão morar longe da sua família pra estudar e/ou trabalhar... Mas acho que isso é algo que eu não conseguiria fazer! E hoje eu fiquei pensando se quando eu tiver os meus filhos vou conseuir criá-los sem traumas, sem complexos, sem problemas, conseguindo evitar e proteger eles de todas as coisas ruins... eu acho que esse é o sonho de toda mãe e todo pai... E nem sempre se consegue... E a gente vê às vezes até algumas pessoas que jogam em cima dos filhos suas frustrações... Eu, na maioria das vezes, quero proteger o meu amor ou a minha família de certos problemas que eles estejam passando...Imagina com meus futuros filhos!
Mas posso dizer que fui muito bem criada... Acho que quase ninguém consegue fugir disso quando criança: sempre vão existir os traumas e frustrações... Mas acho também que a maioria das pessoas supera isso tudo e continua a viver a sua vida, caminhando sempre pra frente, já que o tempo não pára mesmo... e posso dizer que sou muito feliz também, pois além dos meus problemas (que insisto em ficar repetindo eles a toda hora pra vocês, me desculpem!), eu também vejo e penso nas minhas alegrias, e vejo que minha vida tomou um bom rumo e hoje vivo e convivo com as pessoas que amo, dou muitas risadas, sou uma boa filha, tive boas conquistas nos meu trabalho (desde que me formei), ajudo as pessoas, tenho um namorado muito fofo e muito bom que me ama... É... sou feliz sim!

Muitos beijinhos a todos e até a próxima!

Enviado por: Debbby - 6:35:58 PM Comente:


::Domingo, Junho 19, 2005::


A Dança Flamenca



O Flamenco é um estilo musical e um tipo de dança fortemente influenciado pela cultura cigana, mas que tem raízes mais profundas na cultura musical mourisca. A cultura do flamenco é originária da Andaluzia em Espanha, mas tornou-se um dos ícones da música espanhola e até mesmo da cultura espanhola em geral.
O "Novo flamenco" é uma variação recente do flamenco que sofreu influências da música moderna, como a rumba, a Salsa, o pop, o rock e o jazz.
Originalmente, o flamenco consistia apenas de canto (cante) sem acompanhamento. Depois começou a ser acompanhado por guitarra (toque), palmas, sapateado e dança (baile). O "toque" e o "baile" podem também ser utilizados sem o "cante", embora o canto permaneça no coração da tradição do flamenco. Mais recentemente outros instrumentos como o "cájon" (uma caixa de madeira usada como percussão) e as castanholas foram também introduzidos.
Muitos dos detalhes do desenvolvimento do flamenco foram perdidos na história da Espanha e existem várias razões para essa falta de evidências históricas:
-Os tempos turbulentos dos povos envolvidos na cultura do flamenco. Os mouros, os ciganos e os judeus foram todos perseguidos e expulsos pela inquisição espanhola em diversos tempos durante a "Reconquista"
-Os ciganos possuíam principalmente uma cultura oral. As suas músicas eram passadas às novas gerações através de actuações em comunidade.
-O flamenco não foi considerado uma forma arte sobre a qual valesse a pena escrever durante muito tempo. Durante a sua existência, o flamenco esteve dentro e fora de moda por diversas vezes.
Granada, o ultimo reduto dos mouros, caiu em 1492, quando os exércitos de Fernando II de Aragão e Isabel I de Castela (os reis católicos) reconquistaram esta cidade após cerca de 800 anos de domínio muçulmano. O Tratado de Granada foi criado para assegurar as bases da tolerância religiosa, conseguindo com isso que os muçulmanos se rendessem pacificamente. Durante alguns anos existiu uma tensa calma em Granada e à sua volta, no entanto, à inquisição não lhe agradava a tolerância religiosa relativamente aos judeus e aos muçulmanos e conseguiu convencer Fernando e Isabel a quebrarem o tratado e a forçar os judeus e os mouros a converterem-se a cristianismo ou deixarem a Espanha de vez. Em 1499, cerca de 50.000 mouros foram coagidos a tomar parte de um baptismo em massa. Durante a rebelião que se seguiu, as pessoas que recusaram baptizar-se ou serem deportadas para África, foram pura e simplesmente eliminadas. Como consequência desta situação, assistiu-se à fuga de mouros, ciganos e judeus para as montanhas e regiões rurais.
Foi nesta situação social e economicamente difícil que as culturas musicais de judeus, ciganos e mouros começaram a fundir-se no que se tornaria a forma básica do flamenco: O estilo de cantar dos mouros, que expressava a sua vida difícil na Andaluzia, as diferentes "compas" (estilos rítmicos), palmas ritmadas e movimentos de dança básicos. Muitas das músicas flamencas aindas reflectem o espírito desesperado, a luta, a esperança, o orgulho e as festas nocturnas durante essa época. Música mais recente de outras regiões de Espanha, influenciaram e foram influenciadas pelo estilo tradicional do flamenco.
A primeira vez que o flamenco foi mencionado na literatura, remonta a 1774 no livro "Cartas marruecas" de José Cadalso. No entanto a origem do termo "flamenco" continua a ser assunto bastante debatido. Muitos pensam que se trata de um termo espanhol que originalmente significava flamengo ("flamende"). Contudo, existem outras teorias. Uma das quais, sugere que a palavra tem origem árabe, retirada das palavras "felag mengu" (que significa algo como "camponês de passagem" ou "fugitivo camponês")
Durante a chamada época de ouro do flamenco, entre 1869 e 1910, o flamenco desenvolveu-se rapidamente nos chamados "cafés cantantes". Os dançarinos de flamenco também se tornaram numa das maiores atracções para o público desses cafés. Ao mesmo tempo, os guitarristas que suportavam esses dançarinos, foram ganhando reputação e dessa forma, nasceu, como uma arte própria, a guitarra do flamenco. Julián Arcas foi um dos primeiros compositores a escrever música flamenca especialmente para a guitarra.
A guitarra flamenco e a muito parecida guitarra clássica é uma descendente do alaúde. Pensa-se que as primeiras guitarras terão aparecido em Espanha no século XV. A guitarra de flamenco tradicional é feita de madeira de cipreste e abeto e é mais leve e um pouco mais pequena que a guitarra clássica, com o objectivo de produzir um som mais agudo.
Em 1922, um dos maiores escritores espanhóis, Federico García Lorca e o compositor de renome Manuel de Falla organizaram a ¿Fiesta del cante jondo¿, um festival de música folclórica dedicada ao "cante jondo". Fizeram-no a fim de estimular o interesse no flamenco que nessa altura estava fora de moda. Dois dos mais importantes poemas de Lorca, "Poema del cante jondo" e "Romancero gitano", mostram a fascinação que este tinha pelo flamenco.
A castanhola é um instrumento de percussão criado pelos fenícios há três milênios que foi introduzido nos demais países do Mediterrâneo através do comércio marítimo desenvolvido por esse povo. Na Espanha tornou-se um instrumento nacional. É feito de dois pedaços de madeira de castanheira em forma de prato fundo, perfurado e ornamentado com uma fita que se coloca ao redor do polegar.



Fontes: Fonte 1, Fonte 2 e Fonte 3

Beijinhos, amigos, e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 10:40:54 PM Comente:


::Quarta-feira, Junho 15, 2005::


O outro lado da moeda


Quando você lida com o ser humano, é necessário pensar no outro lado, na outra versão, na visão da outra pessoa. Assim, uma determinada situação pode ter três ou mais lados diferentes: o real e a visão das pessoas envolvidas nela . Ás vezes a gente vê uma pessoa tendo uma certa atitude e imagina uma situação (tem tudo para ser aquela situação, está na cara, a pessoa deu todos os sinais!), mas não é. Aquela pessoa pensou algo totalmente diferente, tomou certas atitudes por motivos completamente diferentes ao que você estava achando e acabou que não era nada daquilo.
Quando mais nova, eu sempre me apaixonava e achava que a outra pessoa dava todos os sinais de que estava querendo ficar comigo também e aí, no final das contas, não era bem aquilo... E nós nos tornávamos apenas bons amigos, o que me doía demais o coração. E foram tantas vezes que isso aconteceu... Até que eu comecei a achar que a pessoa dava todos os sinais, mas eu que estava enxergando errado... E aí os sinais foram verdadeiros... E eu errei de novo! A minha mãe já até me falou uma vez que o meu erro é pensar demais... Talvez sim, talvez não... Se eu pensasse de menos, talvez não existisse o Mi Casa, Su Casa!
Mas pensando (de novo pensando!) nessa questão dos dois lados: Como todos sabem, eu trabalho em CTI. E confesso que com o passar do tempo, o trabalho está sendo cada vez mais desgastante, porque são muitas horas ao dia, todo dia, que se lida com o sofrimento humano e com a tensão de não se falhar, para não errar com uma vida e pô-la em risco. E é chegada a hora da visita, no meio do plantão. A hora da visita é uma hora muito crítica, porque a gente se emociona com a emoção dos parentes do paciente e também porque quase todos os pacientes ficam agitados e alguns, mesmo sedados, ou comatosos, quando todo mundo acha que eles não estão escutando, eles apresentam alteração na freqüência cardíaca ou respiratória, um indício de que eles estão escutando as vozes dos familiares. E aí é uma situação chata, porque muitos pacientes ficam mal-adaptados aos respiradores e a gente tem que contornar a situação, já que se a gente mostrar que o paciente não está bem na hora da visita, as famílias ficam achando que a gente não cuida direito deles o resto do plantão inteiro e reclamam do serviço!
Sem contar que as famílias que ao invés de aproveitarem o curto tempo que têm para ficarem com o paciente, ficam conversando com outras famílias, ou ficam perguntando coisas sem importância pra gente... Ou ficam tentando fazer "pegadinhas" para "pegar" uma falha na hora que a gente tenta explicar como está o paciente e quais as providências que foram tomadas no plantão, de forma que a família entenda, já que a terminologia médica é difícil de ser entendida mesmo, por quem não é da área.
Mas nós, os profissionais, também temos que entender que as famílias, mesmo perguntando coisas sem importância, ou tentando fazer "pegadinhas" estão preocupadas com o paciente, merecem nossa atenção e respeito... E são extremamente importantes para dar ânimo e ajudar na melhora dos pacientes, mesmo que seja uma horinha por dia de visita (e se fosse mais, com certeza iria atrapalhar o bom andamento dos atendimentos do CTI, já que muitas das vezes a emoção atrapalha o tratamento... Por exemplo: muitas das vezes as famílias não aguentam nem ver o paciente tossir e querem um remédio para ele parar de tossir (porque acha que ele está mal, sofrendo), quando na verdade, a tosse é a melhor coisa que existe para tirar secreção dos pulmões e, portanto, é um bem para o paciente evitar ou se curar de uma pneumonia, por exemplo.)
E as famílias, por sua vez, têm que entender que nós estamos ali, 24 horas por dia, muitas das vezes cansados, estressados, trabalhando à noite, finais de semana e feriados, quando as nossas famílias fazem pressão psicológica pra gente ficar com eles, mal-remunerados, tendo que lidar com perdas e frustrações de tratamentos que não dão certo, tudo para que o seu parente seja atendido da melhor forma possível e não porque a gente não tem mais nada o que fazer da vida!
Portanto, os dois lados da moeda devem ser analizados. E tudo na vida, que envolva duas opiniões, duas visões, dois pontos de vista, deve-se avaliar os dois, para que nenhuma das partes saia magoada ou achando que "perdeu" e para que a gente cresça espiritualmente cada vez mais também, entendendo o lado do próximo, entendendo o ponto de vista do nosso irmão.
Acho que era só isso que eu tinha pra escrever hoje... O pior é que ultimamente eu estou achando que tudo o que eu escrevo está tão ruim! Ninguém merece!
Beijinhos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 8:10:42 PM Comente:


::Domingo, Junho 12, 2005::


Feliz Dia dos Namorados!



Remédios para todo tipo de coração

Olha só o camelô anunciando:
"Amor é a melhor solução
para qualquer tipo de coração
Para um coração doente de paixão,
o amor é o remédio que lhe deixa são!
Para um coração amargurado,
a doçura de um amor é o mais indicado!
Para um coração sem esperança,
O amor faz renascer e o transforma em criança!
Para um coramçao solitário,
o amor é companhia em qualquer horário!
Para um coração tristonho,
o amor é alegria, é riso, é sonho"
Para um coração vazio de sentimentos,
o amor lhe preenche em todos os momentos!
Para um coração..."

Hardy Guedes

Beijinhos a todos e até a próxima! Em breve visitarei todos, me aguardem!


Enviado por: Debbby - 1:44:04 PM Comente:


::Domingo, Junho 05, 2005::


Acupuntura



O que é acupuntura?

A Acupuntura é um processo terapêutico milenar que, trata desequilíbrios energéticos auxiliando na cura, aliviando dores e prevenindo doenças. A acupuntura tem suas bases em 3 filosofias ancestrais: o Budismo, o Taoísmo e o Confucionismo. A técnica em si consiste em estimular certas regiões anatômicas denominadas pontos de acupuntura. O estímulo pode ser feito de várias formas, com agulhas, com impulsos elétricos, com calor (moxa) ou com raio laser. E há a necessidade de um conhecimento de anatomia para que não ocorra nenhum dano ao paciente. A história da Acupuntura demonstra que seu êxito não é modismo, pois, antes que se descobrisse a palavra, os chineses combatiam suas doenças com Acupuntura. O método tem mais de 3.000 anos de idade. Suas origens datam, literalmente, da idade da pedra. Antes de tudo, deveremos entender que a Medicina Oriental é diferente da Medicina Ocidental. A Medicina é a arte e ciência de curar ou atenuar as doenças. Embora as duas sigam esta definição, as abordagens são totalmente diferenciadas. A Medicina Tradicional Oriental é fundamentada na Filosofia Oriental e no conceito da Energia Vital. Os recursos terapêuticos (Acupuntura, Shiatsu, Tchi Kun, Fitoterapia.) buscam estabelecer o equilíbrio e fluência energética, fazendo com que o paciente tenha consciência dos seus bloqueios energéticos e das causas dos seus desequilíbrios. Por não fazer parte da mentalidade ocidental contemporânea, a acupuntura traz preciosidades simbólicas e literárias que merecem ser estudadas e consideradas, principalmente no que tange ao alcance do perfeito equilíbrio, símbolo de uma existência harmoniosa tanto dentro de cada ser como entre eles e a natureza. Assim, é impossível falar de acupuntura sem antes falar sobre duas das várias correntes (ou escolas) do pensamento chinês: a do Yin Yang e a dos 5 Elementos. Em nenhum momento, a proposta da Medicina Tradicional Oriental é substituir a Medicina tradicional Ocidental, podendo atuar paralelamente. A Medicina Tradicional Oriental, como já foi dito, tem aproximadamente 3000 anos, e nasceu através da observação e da prática da cultura popular chinesa. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece essas práticas como complementares.
Para estudar a diferença entre as duas medicinas: Medicina Chinesa tendo sua origem da China e a Medicina Ocidental tendo sua origem na Europa, é necessário conhecer a cultura desse dois lugares.
CULTURA EUROPÉIA - Vendo de forma mínima o mundo é composto por moléculas, de forma objetiva. O importante é o que é exato. Por isso origem da física é molécula, origem de doença é bactérias, do corpo humano é células. O principal tratamento é receitar medicamentos que possam combater essas bactérias, ajudando as células.
CULTURA CHINESA - Vendo de forma média, o mundo é formado de seres humanos de forma subjetivamente. Por exemplo: para uma porta o importante é que ela sirva de passagem, +2cm ou -2cm não é importante. Na parte do tratamento o importante é aliviar o sintoma e resolver a doença, não procura a causa de bactérias ou micróbios. Por isso seu principal tratamento consiste em aumentar a imunidade.
Exemplo: SEPTICEMIA
O tratamento na medicina ocidental atua com uso de antibióticos que possam matar a maior porcentagem de bactérias, mais atualmente a imunidade dos pacientes está muito baixa, não conseguindo controlar o crescimento de bactérias que ainda esta no seu organismo. Assim há possibilidade dessa doença se agravar.
O tratamento na medicina oriental levanta a imunidade, mas quando é um caso grave e existe grande quantidade de bactérias no corpo mesmo com a imunidade ao máximo não se consegue vencer ou matar todas bactérias, assim há possibilidade dessa doença se agravar.
Se tratarmos os dois ao mesmo tempo o resultado do tratamento tem um grande efeito. Na Europa e EUA já existe essa união entre as duas medicinas, mas o Brasil não se importa com a medicina chinesa, e sim usar a técnica de aplicar agulhas.
O importante para medicina ocidental é o que está visível e por esse motivo dependem da anatomia, usando diretamente seu conhecimento de cadáveres para pessoas vivas, tratando, assim, o problema local e não se preocupando com as relações da harmonia dos outros órgãos. Na doença Diabetes, por exemplo, o tratamento consiste não só tratar só o pâncreas, mas sim o metabolismo e o sistema digestivo, se tratarmos diretamente o pâncreas, ocorre um ciclo:
1- Medicação
2- Injeção de insulina
3- Doenças em conseqüências
4- Falecimento
A importância na medicina chinesa é o Qi (energia, função de organismo, fenômeno de vida, que é invisível). Por isso, toda a teoria de pontos meridianos só se aplica em pessoas vivas. Quando o indivíduo falece, somem os pontos do meridiano imediatamente, daí este sistema de medicina considerar o Qi mais importante do que a anatomia. Portanto, se encontrar um atlas de anatomia da medicina chinesa e achar as figuras engraçadas já sabe o motivo. =)



A acupuntura é um tratamento doloroso?
Sim e não. As agulhas mais usadas têm mais ou menos a espessura de um fio de cabelo, cerca de 10 vezes mais fina que uma agulha comum de injeção. Um dos fatores que podem provocar dor é a inserção da agulha fora do acuponto. Embora a inserção não precise ser no local exato mesmo porque o ponto sofre pequenas oscilações de posição, mas não deve ser feita muito fora da região do ponto. Se a inserção da agulha é feita de forma muito agressiva também pode provocar dor. A manipulação da agulha também costuma ser dolorida, e no geral não é necessária. Excetuando-se estas condições, a aplicação das agulhas costuma ser quase indolor.

A acupuntura é um método seguro?
A acupuntura desde que praticada por uma pessoa capacitada é um método seguro e sem efeitos colaterais. Geralmente os transtornos que ocorrem numa sessão de acupuntura estão mais ligados à falta de conhecimentos anatômicos, fisiológicos e clínicos de quem está aplicando as agulhas.

A acupuntura pode transmitir doenças?
A acupuntura é um método invasivo logo existe um risco embora muito pequeno de contaminação.Mas hoje em dia com o uso de agulhas descartáveis ou individuais o risco de contaminação praticamente desaparece.Outro dado importante é que a agulha utilizada é do tipo fechada o que impossibilita o acúmulo de qualquer substância no seu interior. Na literatura médica são extremamente raros os relatos de casos de infecção por acupuntura.

Ocorre algum tipo de sangramento durante a sessão de acupuntura?
Eventualmente pode ocorrer um pequeno sangramento por lesão de micro-vasos. Estes pequenos sangramentos se resolvem apenas com pressão local. Outras vezes ocorre um sangramento bastante escuro que é o sangue que estava estagnado dentro do meridiano.

Qual a freqüência das sessões?
Nos casos de desequilíbrios crônicos geralmente as sessões são semanais. Os esquemas de tratamento nestes casos preconizam ciclos de tratamento, cada um composto de 10 sessões, logo um tratamento típico de acupuntura dura cerca de 3 meses, podendo ser ampliado se necessário. Nos casos agudos e/ou dolorosos a freqüência pode ser diária ou em dias alternados até o desaparecimento do quadro, neste caso não existem os ciclos de tratamento, são terapias mais breves.

Como é uma sessão de acupuntura?
Geralmente a sessão é feita após uma consulta onde vão ser feitos diagnósticos através da face, pulsos, língua e queixas do paciente, é uma consulta um pouco diferente da que ocorre na medicina convencional. Normalmente a colocação das agulhas é feita por todo corpo e pede-se que o paciente venha com roupas confortáveis e que facilitem a exposição das áreas onde vão ser aplicadas as agulhas. As sessões são feitas com a pessoa deitada, mas pode ser feita também com o paciente sentado. As sessões em média duram cerca de 30 minutos, podendo ser aumentadas ou diminuídas em função do estado da pessoa naquele momento.

Quais doenças podem ser tratadas com a acupuntura?
Em princípio todas as desarmonias da nossa saúde podem ser tratadas pela acupuntura. De uma forma geral as patologias que estão numa fase energética ou funcional (depressão, ansiedade, stress, insônia, enxaqueca, gastrite, distúrbios da menstruação, asma, rinite, sinusite, bronquite, entre outras) tendem a ser curadas e as doenças lesionais (tumores malignos) apresentam melhoras, mas nem sempre são curadas, e não devem ser tratados apenas com a acupuntura. Geralmente, na acupuntura, se trata a pessoa como um todo. As disfunções energéticas são analizadas e tratadas, através dos sinais vistos na língua, pele, e de perguntas sobre a ingestão de líquidos, alimentação, sono, dentre outras coisas, ou seja, não se trata só o joelho ou o ombro da pessoa, como na Medicina Ocidental.

Fontes: Fonte 1, Fonte 2, Fonte 3 e Fonte 4



Beijinhos, amigos, e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 8:54:46 PM Comente: