
Ontem eu saí com os amigos do trabalho... Uma despedida de uma colega especial... Apesar de eu conhecê-la há tão pouco tempo, isso não influenciou em nada o tamanho da amizade e do carinho... Aliás, conheci algumas pessoas muito legais e de muito bom coração nesses últimos meses... E estou muito feliz com isso! E ontem, nessa despedida (não só na hora da despedida, mas durante o dia inteiro) o assunto foi histórias antigas no decorrer da amizade e da convivência. E eu, que não fiz parte dessa convivência desde muito antes, fiquei lembrando das minhas histórias e das minhas amizades... E na despedida, eles ficaram se perguntando: "quando todo mundo traçar seu caminho e for embora, para outras caminhadas, quem vai sobrar para contar as histórias antigas?" E talvez ficassem achando que as histórias que as pessoas mais novas nessa convivência (como eu, por exemplo) não são tão legais... Mas na verdade não são mais legais ou menos legais... São apenas diferentes...
E hoje pela manhã eu fiz uma prova terrível... E durante a prova, a cada questão que eu lia, eu lembrava das pessoas que me passaram tal informação: "manovacuômetro": hummm... A Beth que me ensinou sobre isso... "PPC, PAM, PIC"... Esse eu lembrei até do dia que a Fabiana me explicou isso... "Complacência Estática e Dinâmica"... Lembrei da Leisea tentando me explicar isso e eu não entendendo de jeito nenhum... "escore de injúria pulmonar"... Lembrei que eu aprendi na marra (com um empurrãozinho do Fabiano e do Dr Julio... Mas depois tiveram mais algumas situações que eu tive que aplicar essa informação e me saí bem, porque aprendi na marra) dentre tantas outras coisas que eu lembrei enquanto eu fazia aquela prova, sem a mínima vontade de fazê-la... E lembrei quando eu estava estudando para a prova da prefeitura do Rio, que eu peguei um monte de cadernos e livros antigos e fiquei relembrando da minha época de estágio, das pessoas que eu conheci, dos lugares que passei...
E essas informações todas, de ontem e hoje, somadas ao reencontro com amigos antigos e despedidas de amigos novos, ainda somados a minha viagem de ônibus que durou quase uma eternidade e me deu muito sono (o verdadeiro tour pelo Rio de Janeiro) resultou no seguinte pensamento: A nossa vida é como um ônibus. Você paga para entrar... E só pode descer quando chegar o seu ponto (se descer antes, tem que andar mais, chega atrasado, etc e tal). Deus é o motorista (e não adianta reclamar e querer que ele corte caminho, para chegar mais rápido, porque ele só vai fazer o trajeto que o seu ônibus tem que fazer!). As pessoas entram na sua vida, digo, ônibus, e saem porque têm seus caminhos a seguir, coisas a fazer... E você as vê, as conhece, ri e sofre com elas, mas nenhuma pode ficar com você até o final... Só Deus fica com você até o final... E o seu caminho é único... E a sua vida é única... Você é único... Será que tem alguém lendo o que eu estou escrevendo? Será que está muito brega? Ah, deixa pra lá... E olha que eu perdi o reencontro que os amigos de colégio marcaram... Senão eu acho que ia ter muito mais coisas o que pensar e dizer!
Beijinhos...E até a próxima!

Enviado por: Debbby - 1:04:37 PM
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::Domingo, Novembro 14, 2004::

Para uma amiga muito especial, de looooonga data, que foi, dentre as minhas amigas, a que deu o primeiro passo para no futuro não se tornar uma tia solteirona (brincadeirinha!) e para o meu amorzinho querido, que me atura com paciência e sabe que eu gostaria que me aturasse por looooonga data também... Como aqueles filmes e histórias que têm uma frase no final... "E foram felizes para sempre!"
"Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera com folga. Tudo o que todos querem é amar. Encontrar alguém que faça bater forte o coração e justifique loucuras. Que nos faça entrar em transe, cair de quatro, babar na gravata...
Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado. Tem algum médico aí? Depois que esta paixão retumbante acaba, sobra o quê? O amor. Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar.O que sobra é o amor que todos conhecemos: o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho.
É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo. Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades,quatro de ódio, seis espécies de inveja. O amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus. A diferença é que como entre marido e mulher não há laços de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por sepultar uma relação que poderia ser eterna. Casaram. Amo-te prá cá, te amo prá lá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas. Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais que amor ; às vezes nem necessita de um amor tão intenso. É preciso que haja, antes de tudo, respeito. Agressões, zero. Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência. Amor só não basta. Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas. Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência e infantilidade. Tem que saber levar. Amar só é pouco. Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar. Tem que ter um bom psiquiatra. Não adianta apenas amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo para cada um. Tem que haver confiança. Uma certa camaradagem: às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que a união não significa necessariamente fusão. E que "amar", somente, não basta. Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre, mas que sozinho, não dá conta do recado.
O amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta"
(Autor Desconhecido)
Beijinhos a todos e até a próxima! E uma última observação: Achei que essa foto ficou dez, mas eu não sei de onde é, já que a achei em um fotolog, mas já não sei mais qual... Beijos!
Enviado por: Debbby - 12:53:50 AM
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::Quinta-feira, Novembro 04, 2004::
"O FURO NO BARCO"
Um homem foi chamado à praia para pintar um barco. Trouxe com ele tinta e pincéis, e começou a pintar o barco de um vermelho brilhante, como fora contratado para fazer.
Enquanto pintava, percebeu que a tinta estava passando pelo fundo do barco. Percebeu que havia um vazamento, e decidiu consertá-lo. Quando terminou a pintura, recebeu seu dinheiro e se foi.
No dia seguinte, o proprietário do barco procurou o pintor e presenteou-o com um belo cheque. O pintor ficou surpreso:
- O senhor já me pagou pela pintura do barco - disse ele.
- Mas isto não é pelo trabalho de pintura.
É por ter consertado o vazamento do barco.
- Foi um serviço tão pequeno que não quis cobrar. Certamente, não está me pagando uma quantia tão alta por algo tão insignificante!
- Meu caro amigo, você não compreendeu.
Deixe-me contar-lhe o que aconteceu. Quando pedi a você que pintasse o barco, esqueci de mencionar o vazamento. Quando o barco secou, meus filhos o pegaram e saíram para uma pescaria. Eu não estava em casa naquele momento. Quando voltei e notei que haviam saído com o barco, fiquei desesperado, pois lembrei-me que o barco tinha um furo. Imagine meu alívio e alegria quando os vi retornando sãos e salvos. Então, examinei o barco e constatei que você o havia consertado!
Percebe, agora, o que fez? Salvou a vida de meus filhos! Não tenho dinheiro suficiente para pagar-lhe pela sua "pequena" boa ação...
"Não importa para quem, quando, de que maneira. Ajude, ampare, enxugue as lágrimas, conserte os vazamentos... sempre...!!!"
Se a gente parar pra pensar na vida, tem muita coisa o que refletir... Como eu já disse antes: Quando você lida com as pessoas, em lugares como CTIs, onde as pessoas geralmente estão perto ou se não estão perto, pensam bastante sobre a morte, geralmente você observa e pensa sobre as atitudes delas e das famílias delas... E as pessoas nem desconfiam quantas idéias, quantas conclusões, quantas observações passam pela minha mente enquanto estou trabalhando e vendo como as pessoas agem diante das dificuldades...
Será que as pessoas em coma vêem o que está passando ao redor delas? Será que elas conseguem pensar, refletir como nós? Será que elas se revoltam com a situação em que se encontram? O que será que se passa nas mentes delas? Eu sei que essas pessoas, mesmo em coma, escutam tudo o que a gente fala e por isso eu me obrigo a não falar sobre as doenças delas perto delas, a não falar coisas que não sejam boas para a recuperação, ou pelo menos para a paz e o descanso delas...
Acho que todo profissional da saúde deveria ter um acompanhamento (de graça, já que eu estou com certas dificuldades para arcar com as despesas sozinha!) de um psicólogo que nos ajude a enfrentar todos esses sentimentos e pensamentos... Diante das dificuldades e do sofrimento (tanto nosso quanto dos outros, quando sabemos aproveitar), a gente cresce bastante... Mas também pode pirar!
E o mais importante é saber tratar todos os pacientes como irmãos... Não como objetos de estudos, ou como coisas, números, ou até mesmo julgá-los quando alguém da família conta que ele, em sua mocidade, maltratou pessoas... Cuidar dos outros como irmãos é o mais difícil, mas é o mais certo também... Acho que todos queremos que seje assim quando chegar a nossa vez, não é mesmo? É IMPORTANTE FAZER A DIFERENÇA, COMO O PINTOR DO BARCO FURADO, NA HISTÓRIA ACIMA...
Acho que vou ficando por aqui hoje... Muitos beijinhos a todos e até a próxima!

Enviado por: Debbby - 12:03:41 PM
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