
Olá meus amigos! Hoje é dia de aniversário! Hoje é o aniversário do meu bloguinho querido, o Mi Casa, Su Casa! Um aninho de textos, letras de músicas, reflexões, comentários, sentimentos e tudo de bom que surgiu com essa casinha tão aconchegante e tão querida...E eu espero que possam vir mais aninhos por aí para nós comemorarmos, pois enquanto eu puder estar escrevendo pelo menos algumas linhas nesse meu blog, vamos continuando...
Muitos beijinhos a todos os amigos e visitantes e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 7:12:05 PM
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::Terça-feira, Agosto 24, 2004::
O que é o Estresse?
Oi amigos! Trago aqui no meu blog um resumo de dois textos sobre estresse. Este é um assunto em alta hoje em dia, já que nenhuma pessoa está livre de ser ou estar estressada! Então, vamos nós:
O estresse, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é composto de um conjunto de reações fisiológicas que se exageradas em intensidade ou duração podem levar a um desequilíbrio no organismo. A reação ao estresse é uma atitude biológica necessária para a adaptação à situações novas. Ou seja, o estresse não é uma doença, é o estado do organismo quando submetido à tensão. Numa situação estressante, o corpo sofre reações químicas. Em excesso, isso pode prejudicar o organismo.
As pessoas podem apresentar sintomas relacionados ao estresse de forma diferenciada, pois a vulnerabilidade psicológica varia, de acordo com a estrutura psíquica de cada indivíduo.O papel do estresse em doenças clínicas, muitas vezes, não é claro. Muitos sintomas, da dor de cabeça às palpitações, podem ser relacionados ao estresse, a uma doença física ou, freqüentemente a uma combinação de ambos. Da mesma forma, algumas vezes, um sintoma que surge num momento de grande estresse, como uma dor abdominal, pode eventualmente progredir para uma úlcera ou uma colite.
Estudos científicos indicam que as pessoas adoecem com mais freqüência quando estão estressadas. No caso de uma separação ou perda de emprego por exemplo, baixam as defesas de imunidade do indivíduo e ele pode, mais facilmente, contrair doenças. Sabe-se que sete segundos após perceber a causa o indivíduo automaticamente se prepara para reagir fisicamente à situação: a pressão sobe, o coração pulsa mais rápido, a respiração se torna mais pesada e rápida, os músculos se contraem e as mãos e pés se tornam frios e suados. Estas são, no entanto, naturais reações físicas que ocorrem espontaneamente. Porém, se forem mantidas por períodos prolongados ou freqüentes, o estresse tenderá a se tornar crônico e o indivíduo pagará um preço bastante alto por essa adaptação biológica natural: pressão alta, derrame, infarto, enxaqueca, insônia e depressão são alguns dos problemas mais comuns que atualmente decorrem de seu nível de estresse.
Geralmente, os sintomas são um sinal de alerta para que a pessoa concentre sua energia para restabelecer o equilíbrio entre a mente e o corpo. Por esta razão, estar atento aos possíveis sintomas de estresse é uma atitude saudável e preventiva para todos aqueles que no atual contexto do mundo moderno estão sujeitos a situações estressantes.
Um dos primeiros estudos sobre estresse foi realizado em 1936 pelo pesquisador canadense Hans Selye, que submeteu cobaias a estímulos estressores e observou um padrão específico na resposta comportamental e física dos animais. Selye descreveu os sintomas do estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, composto de três fases sucessivas; alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento era observado o surgimento de diversas doenças sérias, como úlcera, hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas.
O estresse pode ser dividido em dois tipos básicos: o estresse crônico e o agudo. O estresse crônico é aquele que afeta a maioria das pessoas, sendo constante no dia a dia mas de uma forma mais suave. O estresse agudo é mais intenso e curto, sendo causado normalmente por situações traumáticas mas passageiras como a depressão na morte de um parente.
Entre as principais causas do estresse, devemos citar:
- Mudanças: uma certa dose de mudança é necessária. Entretanto, as mudanças violentas podem ultrapassar nossa capacidade de adaptação.
- Sobrecarga: a falta de tempo, o excesso de responsabilidade, a falta de apoio e expectativas exageradas.
- Alimentação incorreta: não é apenas importante o que comemos, mas também como comemos.
- Fumar: o cigarro libera nicotina que, na fase de menor concentração, já provoca reações de estresse leve, depois bloqueia as reações do organismo e causa dependência psicológica.
- Ruídos: coloca-nos sempre em alerta, provoca a irritação e a perda de concentração desencadeando reações de estresse, que podem levar até a exaustão.
- Baixa auto-estima: tende a se agravar o estresse nestas pessoas.
- Medo: o medo acentua nas pessoas a preocupação sem necessidade, uma atitude pessimista em relação à vida ou lembranças de experiências desagradáveis.
- Trânsito: os congestionamentos, os semáforos, os assaltos aos motoristas e a contaminação do ar podem desencadear o estresse.
- Alteração do ritmo habitual do organismo: provoca irritabilidade, problemas digestivos, dores de cabeça e alterações no sono.
- Progresso: a agitação do progresso técnico é acompanhada de aumento das pressões e de sobrecarga de trabalho, aumentando os níveis de exigências, qualitativas e quantitativas.
São desses estressores que surgem os principais tipos de estresse que abrangem: Estresse de Trabalho, Estresse decorrentes de doenças cardíacas e do câncer, Estresse na Infância, Estresse de Envelhecimento
Os tipos de estresse são variados e não se restringem aos citados acima. Mas é mais marcante no nosso cotidiano o estresse do trabalho. O mundo do trabalho mudou com o avanço das tecnologias. Hoje, o profissional vive sob contínua tensão, pois, além de suas habituais responsabilidades, a alta competitividade das empresas exige dele aprendizado constante e enfrentamento de novos desafios, o que faz com que, muitas vezes, supere seus próprios limites. Isso pode levá-lo ao estresse.
O tipo de desgaste à que as pessoas estão submetidas permanentemente nos ambientes e as relações com o trabalho são fatores determinantes de doenças. Os agentes estressores psicossociais são tão potentes quanto os microorganismos e a insalubridade no desencadeamento de doenças. Tanto o operário, como o executivo, podem apresentar alterações diante dos agentes estressores psicossociais. A ansiedade decorrente das preocupações pode gerar insônia, comer demasiadamente, ou o contrário, comer pouco demais. Duas formas de preocupações se destacam: uma cognitiva, com idéias preocupantes, e outra somática, como sintoma de suor, coração disparado, tensão muscular etc.
O estresse surge quando a pessoa julga não estar sendo capaz de cumprir as exigências sociais, sentindo que seu papel social está ameaçado. Então, o organismo reage de modo a dominar as exigências que lhe são impostas. Entretanto, no mundo moderno, não é socialmente aceitável que o estresse cumpra sua função natural de preparar o indivíduo para a fuga ou para a luta. Tal reação seria considerada inadequada do ponto de vista da adaptação dos seres humanos ante um mundo cheio de conflitos e de pseudo-harmonia. Assim, o homem, ao confrontar-se com um estímulo estressor no trabalho é impedido de manifestar reação, ficando prisioneiro da agressão ou do medo, e é obrigado a aparentar um comportamento emocional ou motor incongruente com sua real situação neuroendócrina. Se durar tempo suficiente essa situação de discrepância entre a reação apresentada e o estado fisiológico real, ocorrerá um elevado desgaste do organismo, o que pode conduzir às doenças.
Alguns estímulos foram classificados, segundo o tempo necessário para produzirem estresse, em estressores de curto prazo e de longo prazo. Entre os estressores de curto prazo temos o fracasso, a carga de trabalho, a pressão de tempo, ameaça, indução do medo etc e, a longo prazo, as situações de competição, serviços em zonas de perigo, trabalho monótono .
Várias das patologias hoje estudadas pela Medicina do Trabalho têm íntima correlação com o estresse. O desgaste a que pessoas são submetidas nos ambientes e nas relações com o trabalho é fator dos mais significativos na determinação de doenças. Este trabalho não escapa ao conhecimento médico, mas também é fato que o espaço dedicado na anamnese à investigação destes aspectos é pequeno em relação à sua importância.
No câncer há um colapso da imunidade e resistência do organismo. O fato dos tumores crescerem ou não está relacionado com a eficiência dos processos de imunidade. Assim, se o sistema imunológico encontra-se "desequilibrado", a probabilidade do desenvolvimento da doença aumenta. Como o sistema imunológico é também controlado pelo sistema límbico, podemos acreditar que o paciente com câncer apresenta todo um conjunto de elementos psicossomáticos.
O estresse pode afetar o organismo de diversas formas e seus sintomas podem variar de pessoa para pessoa. Existe uma sensibilidade pessoal que reage quando enfrentamos um problema, e essa particularidade explica como lidamos com situações desafiadoras, decidindo enfrentá-las ou não. Não são só situações ruins que nos deixam estressados. Todas as grandes mudanças que passamos na vida são situações estressantes, mesmo se elas forem boas e que esteja nos fazendo felizes.
A necessidade de ajuste deixa o organismo preparado para "lutar ou fugir", aumentando a pressão arterial e e frequência cardíaca, e contraindo músculos e vasos sanguíneos. Na natureza esta adaptação é necessária visto que o animal precisa tomar uma decisão rápida de defesa ou ataque, mas em se tratando de seres humanos que convivem com diversas situações estressantes, esta reação pode ser prejudicial. O excesso de estresse pode causar desde dores pelo corpo e queda de cabelo até sintomas sérios como hipertensão e problemas no coração. O fato de um evento emocional como o estresse afetar o organismo se deve ao íntimo relacionamento entre o sistema imunológico (defesa), sistema nervoso (controle) e sistema endócrino (hormonal). Por isso um estresse intenso pode afetar qualquer um desses sistemas levando à diversidade dos sintomas do estresse.
Físicos: Dores de cabeça, Indigestão, Dores musculares, Insônia, Indigestão, Taquicardia, Alergias, Insônia, Queda de cabelo, Mudança de apetite, Gastrite, Dermatoses, Esgotamento físico
Psicológicos: Apatia, Memória fraca, Tiques nervosos, Isolamento e introspecção, Sentimentos de perseguição, Desmotivação, Autoritarismo, Irritablilidade, Emotividade acentuada, Ansiedade.
Uma pesquisa publicada na Grã-Bretanha mostra que o estresse está levando os funcionários de empresas a faltarem cada vez mais ao trabalho. O estresse é mais intenso entre pessoas na faixa etária de 35 a 44 anos. O problema aumenta ainda mais entre pessoas que permanecem no mesmo emprego por muito tempo. Os mais estressados estão nas profissões de enfermagem e no magistério. O professor Cooper recomenda que os gerentes de empresas "elogiem e recompensem" seus funcionários ao invés de puní-los, para que o estresse no ambiente de trabalho diminua.
Para quem quiser saber mais sobre este assunto estressante: fonte 1 e fonte 2. Muitos beijinhos estressados a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 6:14:21 PM
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::Sexta-feira, Agosto 20, 2004::

E mais uma vez estive pensando sobre a vida... Quando você lida com as pessoas, em lugares como CTIs, onde as pessoas geralmente estão perto ou se não estão perto, pensam bastante sobre a morte, geralmente você observa e pensa sobre as atitudes delas e das famílias delas... E muitas das vezes tenta compreender o que se passou na vida deles e o que se passa ainda hoje... Alguns pacientes enfrentam com coragem suas situações... Eu realmente não sei se seria capaz disso... Talvez porque tenham fé, talvez porque estejam tranqüilos com as suas consciências, talvez porque acreditem que tenham um espacinho em um lugar melhor e que sempre estarão em contato com as pessoas que lhe são queridas.
Alguns pacientes pedem misericórdia, querem que você tenha pena deles e não querem de jeito algum o tratamento que lhes é oferecido (porque é um tratamento ruim, apesar de trazer o alívio, como uma injeção, por exemplo) dizendo que você quer matar eles... Eu acho que também não conseguiria ser tão covarde... Talvez as pessoas façam isso porque ainda tenham muito apego as coisas materias, talvez porque não têm certeza se vão para um lugar melhor, talvez porque não estejam tão tranqüilos com suas consciências ou talvez porque não lembram que o importante é guardar quem ama no coração e não num abraço...
E enquanto algumas famílias amam de paixão seus parentes que estão passando por esse período de dificuldade e aprendizado que são as doenças, e fazem tudo por eles, muitas famílias só pensam no dinheiro e demonstram isso, outras demonstram que amam de paixão enquanto só pensam no dinheiro e outras se cansam de tanto lutar e não ver resultados e abandonam seus parentes sozinhos na luta.
Mudando um pouquinho a conversa: Ontem um professor meu, na aula da pós-graduação sobre dor estava dizendo que ele também estava pensando: Antigamente uma pessoa demorava dias para viajar de um país para outro. Hoje, já demoramos horas. Amanhã serão minutos. As tecnologias evoluem com grande velocidade. As pessoas andam cada vez mais atarefadas e mais sobrecarregadas, porque tudo está mais rápido, mais agitado, em evolução. Porém, um ser humano ainda demora nove meses (ou quase isso) para nascer... E isso não vai ser diferente nunca! O corpo sempre teve e sempre terá o seu próprio relógio... E quando as pessoas violam esse tempo do corpo, é que geralmente surgem as patologias... E aí surgem os profissionais da saúde, que não só curam, como educam e reeducam o tempo, a postura, as formas de se realizar as atividades... Achei essa idéia toda (resumida por mim, é claro!) tão interessante que não resisti postar no meu bloguinho!
Mas vocês nem desconfiam quantas idéias, quantas conclusões, quantas observações passam pela minha mente enquanto estou trabalhando e vendo como as pessoas agem diante das dificuldades... Mas eu também sempre arrumo um tempinho (nem que seja ligeirinho) para olhar por uma janela e ver como está o tempo, a natureza, as pessoas do lado de fora, etc etc etc.
Quando eu faço plantão noturno e todos os pacientes estão dormindo, mas eu não consigo dormir, eu fico olhando pela janela e vendo o amanhecer, o sol chegando de mansinho nas paredes dos prédios e aí eu fico observando todos os morros, verdes e cores da minha cidade que normalmente, na correria do dia a dia (que a gente normalmente só olha pra frente), a gente não percebe.
E enquanto isso as pessoas vão vivendo, o tempo vai passando, todos vão superando suas dificuldades (pelo amor ou pela dor) e a vida continua!
Mas eu acho que a vida está muito confusa hoje em dia... Nós lá no hospital sempre conversamos sobre isso... Uma faxineira aqui no Rio de Janeiro está ganhando o dobro de um fisioterapeuta (que trabalha em esquema de plantão de hospital), tabalhando pelo menos 2 ou 3 horas a menos... Para ganharmos um salário descente, temos que trabalhar em 2 ou 3 empregos diferentes... Conheço médicos e fisioterapeutas que fazem plantão à noite e emendam com o do dia e vão fazendo um atrás do outro e passam a semana inteira fora de casa, para poderem ter uma condição de vida bem confortável... No final das contas, já estão com tanto sono que batem o carro e têm prejuízos imensos... E olha que nós estudamos em faculdade, pagamos livros caros, pós-graduação, cursos e mais cursos, para ter salários cada vez mais reduzidos enquanto os jogadores de futebol, as modelos, alguns atores, dentre outras profissões têm salários altíssimos sem terem estudado tanto assim...
E eu vou continuando na minha luta corrida de sempre, ultimamente estrapolando um pouco meu relógio biológico e vivendo num estresse constante, porém feliz por ainda estar ajudando tanta gente que precisa de cuidados, que precisa da minha energia, da minha palavra de conforto e do meu ombro amigo, muitas das vezes... Mas gostaria de poder ajudar mais, de uma forma melhor, com melhor conteúdo... E não de uma forma mecânica, tendo que atender correndo todos os pacientes porque o chefe do setor só liga para o lucro que ele está obtendo com a maior quantidade dos pacientes... Mas o futuro a Deus pertence e eu já estou aprendendo a entregar as coisas nas mãos Dele.... ou talvez esteja me cansando de lutar contra a maré... lutar contra as dificuldades que temos que passar nessa vida, lutar contra as pessoas que têm um cofrinho no lugar do coração, lutar contra esse mundo de valores invertidos...
Bem, gente, acho que por hoje é só... Acho que já esgotei meus pensamentos...
Beijinhos e até a próxima...

Enviado por: Debbby - 12:35:40 PM
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::Sábado, Agosto 14, 2004::

Hoje ainda estou meio musical... E lembrando e relembrando esses "vai-e-véns" da vida, de faz e desfaz, de começa e termina, de sobe e desce, conhece e esquece, encontra e desencontra, dúvidas e (in)certezas, resolvi colocar essa letra de música, que está na moda hoje mas que é bem legal e tem tudo a ver com a vida (esse vidão de meu Deus!).
Composição: M. Nascimento E F. Brant
Mande notícias do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando
Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero
Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega pra ficar
Tem gente que vai pra nunca mais
Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai e quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim, chegar e partir
São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem da partida
A hora do encontro
É também despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida

Muitos beijinhos a todos os amigos e visitantes... E até a próxima!
Enviado por: Debbby - 10:43:45 PM
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::Terça-feira, Agosto 10, 2004::

Gente, primeiro eu quero pedir desculpas para todos os internéticos amigos, pois a minha vida está muito confusa e se eu sumir de repende e não puder visitar vocês, por favor não deixem de me visitar e me desculpem a falha! Eu não queria ter que abandonar o Mi Casa, Su Casa por enquanto... Algumas vezes eu não tenho tempo de postar e algumas vezes eu consigo postar mas não consigo visitar todos vocês... A vida está realmente meio complicada para mim ultimamente... Mas vamos aproveitar que eu estou aqui podendo postar e falar de coisas boas agora!
Estamos chegando perto das Olimpiadas e eu acho essa época fantástica (eu fico sempre muito animada com os jogos olímpicos. Mas esse ano eu vou ficar menos animada porque não tenho mais TV a cabo e estou trabalhando muito, então não vou poder acompanhar tanto quanto gostaria...). Eu fico pensando como deve ser difícil para os atletas ficarem longe da família, sofrendo pressão por todos os lados e como deve ser difícil depois de tanto treino, tanto tempo, tanto empenho, perder uma competição... Mas o importante é competir, não é mesmo?! E é legal ver quando o atleta dá o melhor de si e vence... Ainda mais quando vence com humildade, jogando limpo e respeitando os outros atletas.
Mas, sempre que se fala em Olimpiadas, se fala em Paraolimpíadas. E é sobre elas que eu quero falar aqui no meu bloguinho. Se os atletas se esforçam tanto para serem os melhores, imaginem os para-atletas, que têm que vencer as incapacidades físicas, o preconceito, a baixa auto-estima... É um trabalho difícil... Mas eu me orgulho do Brasil fazer tão bonito nas Paraolimpíadas, apesar do nosso país não apoiar como deveria os seus atletas.
Eu sempre lembro da aula de Reeducação Funcional que tive na faculdade, quando a minha professora disse que nos países como os da Europa, ou como os Estados Unidos, só existem para-atletas quando os atletas se acidentam e sofrem alguma incapacidade física. Mas aqui no Brasil a maioria dos para-atletas eram pessoas consideradas perfeitas e depois de se tornarem portadores de incapacidades físicas se empenham para se tornarem atletas, para mostrarem que têm valor e podem ser úteis, já que a sociedade não dá condições para eles se sentirem úteis.
Portanto aqui embaixo eu coloquei um texto sobre as Paraolimpíadas para quem quiser saber mais sobre ela. E para quem quiser se informar mais sobre as modalidades esportivas, é só clicar nos links. Boa leitura para todos!
História das Paraolimpíadas
O esporte adaptado para pessoas deficientes surgiu na primeira década do século XX, quando tiveram início atividades esportivas para jovens com deficiências auditivas. Mais tarde, em 1920, iniciaram-se atividades como natação e atletismo para portadores de deficiências visuais. Para as pessoas portadoras de deficiências físicas, o esporte adaptado só teve início oficialmente após a Segunda Guerra Mundial, quando muitos soldados voltavam para casa mutilados. As primeiras modalidades competitivas surgiram nos Estados Unidos e na Inglaterra. Nos Estados Unidos surgiram as primeiras competições de basquete em cadeiras de rodas, atletismo e natação, por iniciativa da PVA (Paralyzed Veterans of America). Na Inglaterra, o neurologista e neurocirurgião alemão Ludwig Guttmann, que cuidava de pacientes vítimas de lesão medular ou de amputações de membros inferiores, teve a iniciativa de fazer com que esses indivíduos praticassem esportes dentro de um hospital.Em 1948,o neurocirurgião aproveitou a realização dosXVI Jogos Olímpicos de Verão para criar os Jogos Desportivos de Stoke Mandeville, para atletas portadores de deficiências. Apenas 14 homens e duas mulheres participaram. Já em 52, os Jogos de Mandeville ganharam projeção, contando com a participação de 130 atletas. Tornou-se uma competição anual.Em 1958, quando a Itália estava se preparando para sediar as XVII Olimpíadas de Verão, Antonio Maglia, diretor do Centro de Lesionados Medulares de Ostia, propôs que os Jogos de Mandeville do ano de 1960 se realizassem em Roma, após as Olimpíadas. Aconteceram então os primeiros jogos paraolímpicos, as Paraolimpíadas. A competição teve o apoio do Comitê Olímpico Italiano, e contou com a participação de 240 atletas de 23 países.Com o sucesso dos jogos o esporte se fortaleceu e foi fundada a Federação Mundial de Veteranos, para a discussão de regras e normas técnicas para as competições. Ao longo dos anos a competição foi crescendo muito. Por alguns problemas de organização, as Paraolimpíadas de 1968 e 1972 ocorreram em cidades diferentes da sede das Olimpíadas, o que constitui excessões na história dos Jogos Paraolímpicos. Em 1988, em Seul, os jogos voltaram a ser disputados na mesma cidade que abriga as Olimpíadas. O primeiro ano de participação brasileira foi 72.
O Brasil nas Paraolimpíadas
A primeira representação do Brasil em Jogos Paraolímpicos foi em 1972, em Heidelberg, na Alemanha. Desde então a participação do Brasil é cada vez mais representativa. Em Sidney (2000), a delegação brasileira era composta por 64 atletas para disputar nove modalidades e em Atenas, a maior equipe da história, com 99 atletas de 13 modalidades. Em 1976, na Paraolimpíadas do Canadá, as primeiras medalhas: Robson Sampaio de Almeida e Luís Carlos "Curtinho" conquistaram a prata na bocha. Na Holanda em 1980, o time de basquete masculino em cadeira de rodas e um nadador, marcaram a presença do Brasil. Na Inglaterra, com a participação apenas de atletas em cadeira de rodas o Brasil conquistou 21 medalhas. Nos Estados Unidos, os Jogos foram para amputados, cegos e paralisados cerebrais. A atleta Anaelise marcou sua presença, tornando-se a primeira cega brasileira medalhista do atletismo. O feito foi alcançado na prova dos 100m rasos.Em 1988, o Brasil conquistou 27 medalhas nos Jogos Paraolímpicos de Seul: quatro de ouro, dez de prata e 13 de bronze. Na classificação geral, voltou como 25º colocado, entre 65 países concorrentes. Nesta edição, o atleta Luís Cláudio Pereira ganhou três medalhas de ouro - disco, dardo e peso - e estabeleceu três recordes, sendo dois mundiais - dardo e peso - e um paraolímpico - no disco. A outra medalha de ouro foi da nadadora Graciana Alves.A evolução no acervo de medalhas sofreu uma queda nos jogos seguintes. Em Barcelona, foram conquistadas apenas sete: três de ouro e quatro de bronze. Os brasileiros, porém, atingiram mais dois recordes mundiais. Um deles, com Suely Guimarães, no disco; o outro, com Luís Cláudio Pereira, no peso. A terceira medalha de ouro foi conquistada por Ádria Santos, no atletismo. Em Barcelona, diante de 92 países o Brasil terminou na 30ª colocação.Em Atlanta, no ano de 1996, o desempenho dos nossos atletas foi recompensado com 21 medalhas - duas de ouro, seis de prata e 13 de bronze. Antonio Tenório, no judô e José Afonso Medeiros, na natação, conquistaram o ouro. O Brasil competiu em Atlanta com 58 atletas. Na classificação geral ficou em 37º lugar entre 114 países.O crescimento do esporte paraolímpico brasileiro era comprovado novamente nos Jogos de Sidney, em 2000. Com uma delegação de 64 atletas de nove modalidades, os brasileiros trouxeram 22 medalhas, sendo 6 de ouro, 10 de prata e 6 de bronze, classificando-se em 24º lugar.
Para a Paraolimpíadas de Atenas, as novidades e as expectativas são ainda maiores. O Brasil detém 10 recordes mundiais e tem grandes chances de fazer a melhor campanha da história. Será a maior delegação da história ¿ 99 atletas competindo em 13 modalidades, sendo a primeira vez que atletas brasileiros de Futebol de 5 (para cegos), Hipismo e Goalball representarão o país em Jogos Paraolímpicos. Enquanto Basquete e Tênis em Cadeira de Rodas conquistaram suas vagas pela primeira vez dentro das quadras, pois anteriormente participaram por meio de convite.
Fontes: fonte 1 e fonte 2
Beijinhos e mais beijinhos a todos, boa sorte para o Brasil nas Olimpíadas e Paraolimpíadas, e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 1:01:34 PM
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::Domingo, Agosto 08, 2004::
Hoje estou meio musical... E meio chateada porque o meu amorzinho está dodói e eu queria cuidar dele (e queria que ele ficasse bom logo) e não posso! :*(
Diariamente
Marisa Monte
Para calar a boca: Ricino
Para lavar a roupa: Omo
Para viagem longa: Jato
Para difíceis contas: Calculadora
Para o pneu na lona: Jacaré
Para a pantalona: Nesga
Para pular a onda: Litoral
Para lápis ter ponta: apontador
Para o Pará e o Amazonas: Látex
Para parar na Pamplona: Assis
Para trazer a tona: Homem-rã
Para a melhor azeitona: Ibéria
Para o presente da noiva: Marzipã
Para adidas o conga: Nacional
Para o outono a folha: Exclusão
Para embaixo da sombra: Guarda-sol
Para todas as coisas: Dicionário
Para que fiquem prontas: Paciência
Para dormir a fronha: Madrigal
Para brincar na gangorra: Dois
Para fazer uma toca: Bobs
Para beber uma coca: Drops
Para ferver uma sopa: Graus
Para a luz lá na roça: 220 volts
Para vigias em ronda: Café
Para limpar a lousa: Apagador
Para o beijo da moça: Paladar
Para uma voz muito rouca: Hortelã
Para a cor roxa: Ataúde
Para a galocha: Verlon
Para ser moda: Melancia
Para abrir a rosa: Temporada
Para aumentar a vitrola: Sábado
Para a cama de mola: Hóspede
Para trancar bem a porta: Cadeado
Para que serve a calota: Volkswagen
Para quem não acorda: Balde
Para a letra torta: Pauta
Para parecer mais nova: Avon
Para os dias de prova: Amnésia
Para estourar pipoca: Barulho
Para quem se afoga: Isopor
Para levar na escola: Condução
Para os dias de folga: Namorado
Para o automóvel que capota: Guincho
Para fechar uma aposta: Paraninfo
Para quem se comporta: Brinde
Para a mulher que aborta: Repouso
Para saber a resposta: Vide-o-verso
Para escolher a compota: Jundiaí
Para a menina que engorda: Hipofagi
Para a comida das orcas: Krill
Para o telefone que toca
Para a água lá na poça
Para a mesa que vai ser posta
Para você o que você gosta
Diariamente
Beijos a todos e até a próxima!
Enviado por: Debbby - 7:19:23 PM
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